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Rio terá Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável

Instituição se chamará Rio+ e tem o objetivo de identificar parceiros para programas de promoção da sustentabilidade

“Muito se falou aqui de ambição, mas pouco se colocou de ambição sobre a mesa. Aqui, falamos pouco de nossa ambição e colocamos sobre a mesa concretamente o resultado dessa ambição (a constituição do centro). Essa é a diferença de postura política quando queremos fazer realmente”

Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e a administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark, anunciaram, nesta sexta-feira, a criação do Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável, que se chamará Rio+. A ideia é que esse centro ajude a identificar parceiros e pessoas com experiências na área e crie programas para a promoção da sustentabilidade. Durante a reunião para divulgar a construção do Rio+, Izabella criticou os países desenvolvidos que reclamaram sobre a falta de metas do documento final da Rio+20: “Muito se falou aqui de ambição, mas pouco se colocou de ambição sobre a mesa. Aqui, falamos pouco de nossa ambição e colocamos sobre a mesa concretamente o resultado dessa ambição (a constituição do centro). Essa é a diferença de postura política quando queremos fazer realmente”, disse Izabella.

O Rio+ será instalado temporariamente na Coppe/UFRJ, na Ilha do Fundão, na zona norte da cidade. A prefeitura já manifestou o interesse em oferecer um novo espaço para o centro. O Rio+ tem o apoio de 25 instituições brasileiras e internacionais. Alguns dos parceiros iniciais são o PNUD, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os governos federais, estadual e municipal, o BNDES, o Centro de Desenvolvimento Sustentável da UNB, a FGV Projetos e a Rede de Informação Tecnológica Latino-americana da Unesco.

O PNUD entrará com a sua expertise na rede de experiências e especialização. O objetivo é que o centro seja usado por governos, iniciativa privada e sociedade civil. “Precisamos de processos mais avançados de governança, principalmente na integração e coordenação de ideias, ações e recursos”, afirmou Izabella.

“O centro é um legado concreto da Rio+20 e um tributo ao Rio que em 1992 não ficou com o legado que se esperava da Comissão de Desenvolvimento Sustentável. O debate em 92 era a criação dessa comissão na cidade do Rio, o que acabou não vingando. Agora, 20 anos depois, criamos o centro Rio+ com o espírito de 92, mas com o olhar de Rio 40”, disse a ministra.

O Rio+ surge com um fundo de doações de 3 a 5 milhões de dólares. O ministério do Meio Ambiente deve contribuir com 10% desse valor. Um conselho definirá os programas prioritários do centro.

“A Rio+20 termina hoje, mas a jornada para o desenvolvimento sustentável continua. Como fazer melhor? Uma forma é sabendo o que os outros fizeram, compartilhar ideias, conhecimento e facilitar a cooperação. Esse será o papel do centro”, afirmou Helen Clark, do PNUD.