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PSB exige que ministro de Minas e Energia deixe cargo no governo

Para legenda, oposição e pedido de renúncia de Michel Temer inviabilizam permanência de Coelho Filho, que não pode 'relativizar' decisões da Executiva

Em nota publicada em suas redes sociais, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) afirmou que o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), poderá ter sua situação agravada no Conselho de Ética do partido, ao permanecer no cargo. No último sábado, o PSB, por unanimidade da sua executiva, decidiu ir para a oposição e pedir a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB), o que na avaliação da legenda deveria impactar na saída do político do ministério.

No entanto, no final de semana, Coelho Filho informou ao presidente a intenção de permanecer no cargo mesmo com o rompimento de seu partido. De acordo com a nota da executiva da legenda, “as deliberações da Comissão Executiva não podem ser, em hipótese alguma, disputadas ou relativizadas por qualquer dos integrantes do partido, dado o cenário em que ocorreram e a unanimidade de que foram objeto”.

Além de defender a saída de Michel Temer, o PSB também adotou a bandeira das eleições diretas para a Presidência da República. No texto, a legenda alega que nunca integrou completamente o governo mas que, a partir de sábado, passou a se opor diretamente ao governo, inviabilizando a permanência do ministro no governo. “Neste contexto, a decisão do deputado licenciado Fernando Coelho Filho, no sentido de manter sua posição no Ministério de Minas e Energia irá incidir de forma decisiva, em processo disciplinar que já tramita no Conselho de Ética do PSB.”

Por fim, o partido informa que “a sanção que eventualmente se venha a aplicar” levará em conta as normas internas do partido e a “a insensibilidade política para com as urgências dos segmentos populares”. Procurado por VEJA, o ministro Fernando Coelho Filho informou por meio de sua assessoria que não vai se pronunciar neste momento.