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‘Não vamos aceitar imposições de Cuba’, diz Aécio sobre o Mais Médicos

Em sabatina, candidato do PSDB à Presidência afirmou que o governo brasileiro usa o programa de saúde para financiar a ditadura cubana

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou que o governo brasileiro não pode se submeter às imposições da ditadura cubana e que as regras do programa Mais Médicos precisam ser revistas. “O governo brasileiro financia o governo cubano com parte da remuneração dos médicos”, afirmou durante sabatina realizada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, SBT, Rádio Jovem Pan e UOL. “Não vamos aceitar as regras que foram impostas por Cuba.”

O valor pago pelo governo brasileiro atualmente aos médicos estrangeiros é de 10.000 reais, mas, ao contrário dos profissionais de outras nacionalidades, que recebem individualmente, o dinheiro é repassado ao governo cubano, que acaba entregando apenas 3.000 reais aos seus bolsistas. Do total de médicos que integram o programa, 80% são procedentes da ilha dos irmãos Castro.

O tucano afirmou considerar o programa importante, mas disse que o país “não pode cometer o equívoco de circunscrever a saúde pública ao Mais Médicos”. “Não tem por que não reconhecer. Mas tratá-lo como solução para os problemas de saúde no Brasil não é justo para com os brasileiros.”

Passe livre – Questionado se sua proposta de governo incluiria o transporte gratuito para estudantes, Aécio disse que essa é uma questão de responsabilidade dos municípios. “É uma responsabilidade municipal. Se o governo federal quiser subsidiar, tem de mostrar de forma muito clara de onde vai tirar esse recurso. Eu não acho justo, não acho que seja uma prioridade brasileira, dar passe livre para estudante de uma escola privada que paga 3.000 reais de mensalidade.”

Inflação – Aécio defendeu medidas para fortalecer a economia e criticou a gestão da presidente e adversária nas eleições Dilma Rousseff no combate à inflação. “Vamos tomar as medidas necessárias para recolocar o Brasil no rumo do crescimento sustentável, com controle da inflação e com a ampliação e melhoria dos nossos indicadores sociais”, disse. “Cresceremos menos que todos os nossos vizinhos da região. Já ultrapassamos o teto da meta [da inflação] sem que o governo acene de forma absolutamente clara com as medidas que tomaria no futuro para reverter esse quadro perverso.”

Copa do Mundo – O tucano voltou a criticar a presidente-candidata por usar politicamente o mundial de futebol no país – e depois se esconder com o fiasco da seleção brasileira. “Se tivesse ganhado, mesmo que fosse o terceiro lugar na Copa, ela seria a primeira a cumprimentar a seleção. É mais uma demonstração da tentativa de utilização política da Copa”, afirmou.

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