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Na TV, Serra mostra reportagem de VEJA sobre os dossiês

Tucano usou parte do seu programa eleitoral gratuito da noite de sábado para comentar as revelações sobre encomenda de dossiês contra rivais políticos

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, repercutiu, durante o programa eleitoral gratuito da noite de sábado, a revelação feita na edição de VEJA desta semana sobre os bastidores da Casa Civil sob o comando de Dilma Rousseff. A reportagem mostrou diálogos entre autoridades do governo que revelam a pressão do grupo dos “aloprados” sobre o Ministério da Justiça para a produção de dossiês contra adversários políticos. Serra também mostrou outras manchetes que ligam o governo Lula e a candidata Dilma a escândalos.

Em um compromisso de campanha em Araraquara, no interior de São Paulo, o candidato do PSDB já havia comentado a reportagem. “Não me surpreenderia. O uso da máquina do governo para atacar adversários é comum, é habitual”, disse ele, ao ser questionado sobre o que revelou VEJA. “Temo que o escândalo se banalize, o mau exemplo seja banalizado, o que é muito grave.” Serra afirmou que “o modelo petista está se esgotando”, fazendo referência aos escândalos que se repetem na administração do partido. “São dois ou três [escândalos] por dia”, disse.

Já a candidata Dilma Rousseff (PT) usou a maior parte do programa eleitoral para falar da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, destacando suas propostas. O programa de Dilma também voltou a mostrar a imagem de um documento assinado por José Serra declarando que não abandonaria a prefeitura de São Paulo. Na tarde de sábado, a candidata do PT à Presidência havia negado qualquer envolvimento na produção de dossiês contra tucanos ou qualquer pedido para que esse tipo de informação fosse levantada.

Durante entrevista coletiva, em Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo, a petista comentou a reportagem de VEJA desta semana. Dilma declarou que não teve nenhuma participação no episódio – apesar dos repetidos relatos de que a candidata e pessoas ligadas a ela, como sua ex-auxiliar Erenice Guerra, têm conexões conhecidas com petistas envolvidos em casos de obtenção de informações contra adversários. “Nego terminantemente. Não me coloquem no meio de práticas que eu não tenho”.