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João Leite e Alexandre Kalil vão para o segundo turno em BH

Candidatos do PSDB e PHS se enfrentarão nas próximas semanas pelo cargo de prefeito da capital mineira

João Leite, do PSDB, e Alexandre Kalil, do PHS, disputarão o segundo turno em Belo Horizonte. O resultado era o esperado na capital mineira, como apontaram todas as pesquisas eleitorais. O tucano, que teve o apoio de Aécio Neves e Antonio Anastasia, alcançou 33,48% dos votos; o candidato do PHS ficou com 26,51%. Em terceiro, chegou Rodrigo Pacheco (PMDB), com 10,05%, seguido por Reginaldo Lopes (PT), com 7,32%. O desempenho ruim do petista tem a ver com a dificuldade do governador Fernando Pimentel, do mesmo partido, em responder as acusações da operação Acrônimo. Pimentel, aliás, sequer foi escalado para aparecer no programa eleitoral e nas agendas de Lopes.

Em quinto lugar ficou Délio Malheiros (PSD), com 5,48%; depois, Maria da Consolação (Psol), com 4,09%; Eros Biondini (Pros), com 3,76%; Luis Tibe (PT do B), com 3,27%; Sargento Rodrigues (PDT), com 2,86%; Marcelo Álvaro Antonio (PR), com 2,74% ; e Vanessa Portugal (PSTU) com 0,44%.

Kalil, de 57 anos, fez o movimento contrário dos outros candidatos para alcançar o segundo round eleitoral. Ele se beneficiou da sua popularidade no cargo de presidente do Atlético Mineiro entre 2008 e 2014 e da sua campanha como o “outsider” desta eleição, na tentativa de angariar os votos dos eleitores insatisfeitos com os quadros tradicionais da política mineira. O slogan “Chega de político” o ajudou a chegar em segundo lugar, mas não foi suficiente para evitar uma enxurrada de críticas à ausência de propostas para cidade. Ele enfrentará Leite, que, depois de perder duas eleições para prefeito, chega ao segundo turno com uma vantagem de sete pontos percentuais. Em comum com Kalil, Leite também tem seu passado ligado ao Atlético, clube em que foi goleiro. Em Belo Horizonte uma derrota já é certa, a do Cruzeiro.