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Estudantes e funcionários ocupam reitoria da UFRJ

Manifestação é contra o corte de ponto dos grevistas. Reitor da universidade, no entanto, afirmou que não pretende acatar norma do governo federal que orienta gestores a descontar dias não trabalhados

A reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi ocupada por estudantes e técnicos-administrativos na noite de quarta-feira. Na tarde desta quinta-feira, às 14h, o protesto acabou. Os cerca de cem manifestantes apelavam para que a instituição não cortasse o ponto dos grevistas e pediam que o governo federal abrisse as negociações. A questão do ponto é consequência da publicação de uma Portaria Normativa do governo que orienta os gestores dos órgãos públicos a cortar o ponto dos grevistas, como é o caso da UFRJ. Segundo a reitoria, o comitê de greve acabaria com a invasão durante a reunião do conselho universitário, composto por professores, alunos, técnicos e direção, que delibera sobre decisões da UFRJ. Esse encontro, no entanto, não teve quorum suficiente.

Apesar das ausências, o reitor da universidade, Carlos Antônio Levi da Conceição, aproveitou para se reunir com os manifestantes e os acalmou ao dizer que não tem a intenção de acatar o corte de ponto. “Não vamos nos submeter a essa orientação de corte de ponto dos funcionários. Ao contrário, vamos sustentar e apoiar a reabertura das negociações”, disse o reitor.

A UFRJ está em greve há quase dois meses. A reitoria afirmou através de nota, na quarta-feira, que não cabe a ela tomar partido do movimento de paralisação. No entanto, manifestou apoio à pauta de reivindicações dos professores e técnicos da administração, como a destinação de 10% do PIB para a educação, o aporte de verbas para a garantia da qualidade do Reuni e o avanço na melhoria da estrutura física da Universidade e dos seus Hospitais Universitários.

“São demandas fundamentais trazidas pelos nossos docentes, técnico- administrativos e estudantes, que unificam esse movimento, e que também nos mobilizam, nos animam e nos irmanam por sua legitimidade e justeza”, diz a nota.

(Atualizado às 15h30)

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