Dinheiro de propina pagou casamento da filha de Cunha, diz MP

Publicitária Danielle Cunha foi responsável pela campanha do pai à presidência da Câmara dos Deputados

O Ministério Público Federal reuniu indicativos de que dinheiro de propina foi utilizado para pagar despesas do casamento da publicitária Danielle Dytz da Cunha, filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ex-parlamentar foi preso preventivamente nesta quarta-feira por ordem do juiz Sergio Moro sob suspeita de ter embolsado dinheiro sujo de um contrato de aquisição dos direitos de participação na exploração de um campo de petróleo no Benin. Ao todo, a propina paga ao ex-deputado na transação foi de 1,311 milhão de francos suíços, o equivalente a 1,5 milhão de dólares.

Leia também: Cunha praticou crimes de forma ‘profissional e reiterada’, diz Moro

Ao longo da investigação da Lava Jato, a quebra de sigilo fiscal de Danielle revelou que foram pagos ao hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, 267.384 reais para a festa de casamento, em 25 de junho de 2011. O hotel foi notificado para encaminhar esclarecimentos sobre o evento, como os serviços prestados, os custos de alimentos, segurança e decoração e informou que emitiu nota fiscal no valor de 266.205,90 em nome da C3 Produções Artísticas e Jornalísticas, empresa da esposa de Cunha, Cláudia Cruz, e do próprio político, e 1.178,10 reais em favor da noiva. Os pagamentos da festa de casamento de Danielle Cunha com o economista Ariel Marcelo Doctorovitch foram feitos essencialmente por meio de depósitos bancários em dinheiro.

O problema, segundo os investigadores, é que não foram encontrados lançamentos contábeis ou extratos bancários que pudessem comprovar que realmente saiu do caixa da empresa o dinheiro que bancou a festa. Nenhum vestígio de saque também nas contas de Danielle Cruz. “Resta claro que o dinheiro usado para o pagamento do casamento de Danielle Ditz da Cunha era proveniente de crimes contra a administração pública praticados pelo seu pai, o ex-deputado federal Eduardo Cunha”, concluiu o Ministério Público.

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Silvia Valle

    Acharam que seria pago por alguém que levanta cedo, trabalha 8 horas por dia e ganha um salário mínimo? Faça- me sorrir…..

    Curtir

  2. federais deixes mofando na prisão

    Curtir

  3. 220 milhoes de reais… 220 milhoes!!! O $$$, de volta aos cofres publicos, podem ser investidos para aprofundar as investigações (como propoe PF e MP) e ainda sobra um troco bom para algumas obras de infraestrutura.

    Curtir

  4. Napoleao Gomes

    Então o casamento não valeu! Ela tem que fazer hímemplastia!!!

    Curtir

  5. Quero ver se quando for algemada não vai dar chilique! durma vestidinha, pois a PF chega cedinho batendo à porta e avise a mamãe também!

    Curtir

  6. Armando Favoretto Junior

    Hoje vou pagar minhas guias de uma EPP do Simples Federal onde emprego mais de 20 funcionários ! Isso é cruel quando sabemos que esse dinheiro vai para pessoas nefastas como essas , que amealham 200 , 300 milhões de reais sendo assalariados e sem empregar um unico funcionario . São os parasitas que devem mofar na cadeia e que fazem o homem de bem desacreditar na justiça desse país !

    Curtir

  7. esses terroristas não estão nem ai, se não tem dinheiro pra saúde, se falta remédio pra um paciente com câncer, se não tem escolas de qualidde, se não temos segurança, marginais matando pais e mães de família, não estão nem ai com este país, então porque temos que aturar estes desgraçados, pena de morte já, crimes hediondos e terrorismo, antes devolve tudo que roubarão terroristas assassinos…

    Curtir

  8. Ataíde Jorge de Oliveira

    O ponto não é esse; a questão é outra. O quê pode ter sido obtido, por essa gente toda, na forma da Lei? Mas, quem — a essas alturas do Campeonato — sabe-lo-ia dizer? — Quem?

    Curtir

  9. Bonitinha mas…

    Curtir

  10. Essa é outra vaca igual a manhã, deveriam faturar juntas, porque o dinheiro do papai está bloqueado,
    quero ver voces em cana, usando Chanel.

    Curtir