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Campos: ‘Quem quiser homenagear Sarney, vote na Dilma’

Candidato do PSB à Presidência tenta colar imagem desgastada do clã Sarney no Estado à presidente-candidata, sua adversária na disputa

Em visita ao Maranhão, o candidato do PSB à Presidência da República Eduardo Campos tentou aproveitar o desgaste do clã Sarney no Estado para associá-lo à adversária Dilma Rousseff. “Eu fui o único candidato do Brasil que disse com todas as letras que quando eu e Marina Silva estivermos governando o Brasil, a partir do dia 1º de janeiro, o PMDB de José Sarney estará na oposição. É a primeira vez em cinquenta anos que temos um candidato que diz isso. Quem quiser prestar homenagem ao Sarney que vote na Dilma”, disse.

Apesar de ter transferido seu domicílio eleitoral para o Amapá nos anos 1990, Sarney ainda tem o Maranhão como reduto político. O Estado é comandado desde 2009 por sua filha Roseana. Desgastados, os dois desistiram de disputar as eleições neste ano.

Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Campos também tentou associar o tucano Aécio Neves à velha política maranhense. “Quem quiser continuar com Sarney também pode votar no Aécio, porque todo mundo sabe que o PMDB está com pé em duas canoas. A única em que ele não bota o pé é a nossa, porque a nossa canoa é a da renovação. No nosso governo não terá essa velha política”, afirmou. Apesar do discurso, o PSB está coligado ao PMDB na disputa pelo governo de oito Estados: Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe.

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O candidato do PSB desembarcou na manhã desta quinta na capital maranhense, retomando a agenda de campanha após pausa de um dia motivada pela eliminação do Brasil da Copa do Mundo. Campos foi ao Maranhão acompanhado de sua vice, Marina Silva, e participa na tarde desta quinta de uma caminhada pelas principais avenidas da cidade ao lado do candidato ao governo estadual Flavio Dino (PCdoB), apoiado pelo PSB – e adversário de Lobão Filho (PMDB), herdeiro político da família Sarney.

Na sexta-feira, Campos deve visitar as cidades de Natal e Mossoró, no Rio Grande do Norte. “A população do Nordeste acreditou muito no governo da presidente Dilma (…). Após quatro anos, a população percebe que a nossa região não teve a atenção que esperava”, disse. ” Quem é mais vulnerável sofre mais. O Nordeste está mais fraco.”