Mais Lidas

  1. Janaína Paschoal: 'Foram anos de falsidade ideológica na nossa cara'

    Brasil

    Janaína Paschoal: 'Foram anos de falsidade ideológica na nossa cara'

  2. No Senado, Cardozo insiste em 'golpe' e diz que pedirá suspeição do relator

    Brasil

    No Senado, Cardozo insiste em 'golpe' e diz que pedirá suspeição do...

  3. O xadrez ministerial de Temer

    Brasil

    O xadrez ministerial de Temer

  4. Dois ministros devem deixar cargos para votar por Dilma no Senado

    Brasil

    Dois ministros devem deixar cargos para votar por Dilma no Senado

  5. TSE determina que PT devolva R$ 7 mi aos cofres públicos

    Brasil

    TSE determina que PT devolva R$ 7 mi aos cofres públicos

  6. CNI lista 36 medidas 'indispensáveis' e entrega a Temer

    Economia

    CNI lista 36 medidas 'indispensáveis' e entrega a Temer

  7. Ciclovia no Rio desabou porque só estava encaixada nos pilares, diz perícia do MP

    Brasil

    Ciclovia no Rio desabou porque só estava encaixada nos pilares, diz...

  8. Não há elementos para impeachment de Michel Temer, diz Janaína Paschoal

    Brasil

    Não há elementos para impeachment de Michel Temer, diz Janaína...

E3 - 2013: meta da Sony é oferecer PlayStation 4 a 399 dólares no Brasil, diz executivo

CEO da Sony Computer Entertainment of America reconhece, contudo, que carga tributária nacional é desafio para empresa estabelecer 'preço acessível'

Por: Renata Honorato, de Los Angeles - Atualizado em

  • Voltar ao início

  • Todas as imagens da galeria:


"Nossa meta é oferecer o PlayStation 4 no Brasil pelo equivalente a 399 dólares, definido para os Estados Unidos", afirma Jack Tretton, CEO da Sony Computer Entertainment of America (SCEA). O executivo reconhece que será um desafio lidar com a alta carga tributária brasileira. A reportagem de VEJA encontrou o executivo logo após um evento da E3 voltado às operações da Sony na América Latina, onde mais de 1 milhão de aparelhos PlayStation 3 foram vendidos (por aqui, o console foi lançado em 2010). Na conversa a seguir, Tretton detalha recursos do PlayStation 4 e afirma que não teme a popularidade dos smartphones e tablets - rivais dos consoles.

Leia mais

'Pai do Mario' vem a público mostrar que a Nintendo entende de diversão

Electronic Arts mostra games para Xbox One e PlayStation 4

Mais barato, PlayStation 4 nocauteia Xbox One

Xbox One chega em novembro a 499 dólares

Minha primeira pergunta é sobre o preço do PlayStation 4. Como a Sony definiu o valor do console nos Estados Unidos e quando teremos o preço do aparelho no Brasil? Sempre escutamos o consumidor e a comunidade de desenvolvedores. Nosso objetivo é oferecer um console a um preço acessível. Esse foi um grande desafio com o PlayStation 3 e estou muito confiante de que o preço de 399 dólares é um valor amigável. O preço no Brasil varia muito em razão dos impostos, mas faremos o mesmo que foi feito com o PS3. Nossa meta é oferecer no Brasil o PlayStation 4 pelo equivalente a 399 dólares.

Leia também no site Kotaku

Brincando de racha em Need for Speed

O lado cinza das novidades da Sony

Pac-Man não convence como herói

Imagens do clima dessa edição da E3

Mario e sua turma juntos no Wii-U

Os jogos da conferência da Microsoft

Trailer de Watch Dogs vaza antes da E3

Por que a Sony decidiu permitir aos usuários rodar games usados no PlayStation 4? Queremos que o consumidor seja feliz. Se ele estiver feliz, nós também ficaremos contentes. O consumidor quer flexibilidade em relação ao software. Ele quer ter a liberdade de fazer o que quiser com o seu jogo: vendê-lo para um varejista, trocá-lo por alguma outra coisa ou mesmo dar para um amigo. Esse mesmo mecanismo foi experimentado antes e funcionou muito bem no PlayStation, no PlayStation 2 e no PlayStation 3. Não há razão para mudar.

Por que a Sony não tornou a conexão à internet obrigatória no PlayStation 4? Estamos muito interessados em nossos consumidores em todo o mundo. Aqui nos Estados Unidos, a conexão banda larga é boa e a maioria dos jogadores consegue jogar on-line, mas a Sony é uma empresa global e sabemos que essa não é a realidade em todos os países do mundo. Desenvolvemos uma máquina para qualquer um de nossos usuários. Não temos como comparar o acesso à rede com o acesso à eletricidade.

O design do PlayStation 4 e do Xbox One virou assunto na internet. Em um momento em que os dispositivos tendem a diminuir de tamanho, os consoles da nova geração chegaram ainda maiores. No caso do PS4, o aparelho até lembra o PlayStation 2. Por que a Sony adotou esse design? Eu acho o design do PlayStation 4 bem moderno. Pessoalmente, estou mais interessado no que está dentro da máquina. Eu sei que muita gente se interessa pelo design e também ouvi muitos comentários sobre a semelhança do novo console com o PS2. Sinto-me bem confortável com essa comparação.

Por que a Sony reforçou o tempo inteiro que o PlayStation 4 é um dispositivo para games. Outros recursos multimídia não são mais tão interessantes para a nova plataforma? Entretenimento é muito importante e sabemos que os jogadores têm interesse em outros conteúdos. Essa é a razão pela qual estamos oferecendo acesso ao Netflix e Amazon, além de outros serviços de vídeo sob demanda, por meio do console. Temos certeza de que esses recursos são importantes para o nosso consumidor. Mas vale ressaltar, contudo, que o PS4 é uma máquina para jogar games. Os smartphones podem ser usados para jogar, mas não são comprados por essa razão. Você compra um smartphone para ligar para as pessoas e para ter acesso remoto à rede. Os games estão entre os recursos do gadget. Diferente do PS3, que foi comprado como um reprodutor de Blu-Ray, já que ele foi o primeiro do mercado, o PS4 ou Vita serão comprados como aparelhos para jogar games. Muitos recursos estão disponíveis em outros dispositivos, mas a experiência de interagir com um jogo será única em nossa plataforma.

Como foi a reação do público depois do anúncio dessa segunda-feira, quando a Sony divulgou o preço do PS4, a não exigência de conexão à internet permanente e a possibilidade do console rodar games usados? A resposta foi muito positiva. Não na nossa opinião, mas na opinião da imprensa, a apresentação da Sony superou a concorrência. A reação dos consumidores foi muito boa. Passei a maior parte da segunda-feira conversando com jornalistas de todo o mundo e estamos orgulhosos de ter conseguido passar a nossa mensagem. Claro que o PlayStation 4 foi o assunto mais comentado, mas também estamos trazendo vários games para o PlayStation 3 e para o Vita, o nosso portátil.

O senhor acredita que a "guerra de consoles" será mais fácil para a Sony do que no passado? Tudo é diferente agora, porque há muitos dispositivos brigando pelo tempo do consumidor. Há bilhões de jogadores em todo o mundo e o nosso público atualmente é muito maior do que há dez anos. Há mais gerações que cresceram jogando videogame. Atualmente, jogar é uma das atividades, um dos hobbies, mais populares do mundo. Eu acho que há muito espaço para os bons dispositivos.

Já que estamos falando sobre diferentes dispositivos, como a Sony encara a concorrência entre console, tablets e smartphones? Um jogador hardcore prefere o console para jogar. Entendemos que os tablets e smartphones preenchem um espaço quando o jogador não está conectado ao videogame. No entanto, a experiência nos dispositivos móveis é menos densa e mais simplificada. Esses gadgets divertem, mas o jogador procura um console quando quer uma experiência mais completa. É o mesmo que acontece com os cinemas. É possível assistir a filmes no smartphone, no tablet, na TV, mas nada é como ir ao cinema. Eu acho que esse é o mesmo caso dos consoles.

Por que a Sony mal citou o sensor de movimento Move ao falar do PlayStation 4? Avaliamos o desempenho do PlayStation 3 e entendemos que há muitos jogos legais para usar sensores de movimento. Porém, o jogador hardcore prefere o joystick, o controle tradicional. Eles querem jogos de tiro em primeira pessoa, games de esportes e não estão tão interessados em títulos que explorem os sensores de movimento. Ofereceremos o recurso, mas não vamos obrigar todos os jogadores a adquirir a câmera. O PS4 permitirá aos jogadores fazer suas próprias escolhas. Quem quiser jogar on-line, poderá jogar on-line, quem quiser usar sensores de movimento, poderá usar os sensores de movimento. Não vamos obrigar os consumidores a fazer nada.

Os gráficos já não são os grandes diferenciais nos jogos da nova geração. A comunidade, no entanto, é cada vez mais importante. O próprio PlayStation 4 oferece muitos recursos para engajar a comunidade, como ferramentas de compartilhamento. Como a Sony descobriu que essa seria uma tendência entre jogadores? Se você olhar um jogo rodando em um console atual e em um da nova geração, certamente identificará diferenças relevantes em termos de gráfico. Não concordo que os gráficos já não façam tanta diferença. Eu acredito que quanto mais realista for o game, mas imersiva será a experiência do jogador. Em relação à comunidade, sabemos que os jogadores são indivíduos muito sociais. Eles gostam de compartilhar experiências e de trocar informações sobre um título. E por isso foi muito importante para a Sony simplificar esse processo através de comunidades sociais e facilitando a conexão entre amigos reais. Estamos muito focados nisso no PlayStation 4. Os recursos sociais são a chave para completar a experiência do jogador no novo console.

Por que a Sony decidiu dar espaço aos "indie games" no PlayStation 4? A Sony é uma marca tradicional conhecida em todo o mundo, mas a marca PlayStation tem um perfil diferente. Trata-se de uma divisão voltada ao entretenimento. Ela é voltada aos consumidores que amam música, cinema, games. O público-alvo é jovem. É por isso que faz sentido dar espaço aos jogos independentes na nossa plataforma. É o que o público procura.

Os dez primeiros jogos para PlayStation 4

TAGs:
Playstation
Sony