Tratamentos

Paciente poderá optar por tratamentos em testamento vital

Médicos brasileiros agora são orientados a respeitar o desejo previamente declarado de pacientes em estado terminal. Reportagem de VEJA mostra a opinião de médicos, familiares e pessoas que aderiram à ideia do testamento

A silicose pulmonar, quando em estágio avançado, reduz drasticamente a capacidade respiratória do paciente, fazendo necessário o uso de respiradores artificiais

Com o testamento vital, médicos devem respeitar desejo de pacientes em estado terminal (Thinkstock)

VEJA desta semana traz reportagem de capa sobre a decisão do Conselho Federal de Medicina de mudar a conduta do médico brasileiro ao reconhecer a legitimidade do testamento vital, documento no qual os pacientes registram o tratamento que desejam receber quando a morte se aproximar. São dez páginas com a opinião de médicos habituados a lidar com doentes terminais e depoimentos de pessoas que já decidiram pelo documento. Abaixo as dúvidas mais comuns:

As principais dúvidas

Com a ajuda do procurador de Justiça Diaulas Ribeiro, da câmara técnica de terminalidade da vida do Conselho Federal de Medicina, e da médica Maria Goretti Maciel, coordenadora do departamento de cuidados paliativos do Hospital do Servidor Estadual de São Paulo, VEJA elaborou um guia com as perguntas mais comuns sobre o testamento vital.

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1) O testamento vital só vale se for feito por escrito?

Não. A resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) não determina um modelo a ser seguido. O testamento vital pode ser firmado mediante um acordo verbal entre o paciente e o médico. Por medida de segurança, no entanto, ele deve ser por escrito, com pelo menos duas testemunhas. Alguns especialistas recomendam ainda a nomeação dos chamados “procuradores de vida”, pessoas de confiança que, se for preciso, tomarão as decisões mais próximas aos desejos do doente. O ideal é que os procuradores de vida sejam em número ímpar (três ou cinco) para que, em caso de dúvida sobre uma conduta a ser adotada, ela possa ser decidida pela maioria.

 

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