Saúde
Saúde mental
Tabagismo na gravidez pode aumentar risco de autismo nos bebês
Pesquisa, no entanto, identificou relação apenas com certos tipos do transtorno, como a síndrome de Asperger
Estudo encontra relação entre tabagismo na gravidez e risco de o bebê desenvolver autismo (Stockbyte)
Mulheres que fumam durante a gravidez correm mais riscos de terem filhos com transtornos do espectro autista, como a síndrome de Asperger, por exemplo. Essa é a conclusão de um estudo que se baseou em dados de mais de 600.000 crianças e que foi desenvolvido por pesquisadores do programa de vigilância em autismo do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), órgão de saúde dos Estados Unidos. Os resultados foram publicados nesta semana no site do periódico Environmental Health Perspectives.
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AUTISMO
Distúrbio que afeta a capacidade de comunicação e de estabelecer relações sociais. O autista comporta-se de maneira compulsiva e ritual. O distúrbio, que pode afetar o desenvolvimento normal da inteligência, atinge cinco em cada 10.000 crianças e é de duas a quatro vezes mais frequente no sexo masculino.
SÍNDROME DE ASPERGER
Embora o nome seja diferente, não se trata de um transtorno diferente do autismo, mas sim de uma manifestação menos grave do problema. De maneira geral, a criança ou o adulto são bem articulados verbalmente, inteligentes e capazes de agir de maneira mais independente, ao contrário dos sintomas das crianças com autismo.
“Há tempos já sabemos que o autismo compreende uma série de desordens que prejudicam as habilidades sociais e de comunicação. Agora, o que estamos observando é que alguns transtornos do espectro autista podem ser influenciados mais do que outros por fatores de risco, como o tabagismo na gravidez”, afirma Amy Kalkbrenner, coordenadora do estudo.
Nessa pesquisa, Kalkbrenner e sua equipe observaram dados de 633.989 crianças nascidas entre 1992 e 1998, sendo que 3.315 foram diagnosticadas com autismo aos oito anos de idade. Ao todo, 13% das mães fumaram durante a gravidez e, entre aquelas cujos filhos foram identificados com o problema, 11% fumaram no período.
Os pesquisadores observaram que o tabagismo na gestação aumenta as chances de a mulher ter um filho com distúrbios menos graves associados ao autismo, como a síndrome de Asperger, mas não identificaram relação entre cigarro na gravidez e chances de a criança nascer com autismo comum.
De acordo com Kalkbrenner, como o autismo é muito complexo e envolve diversos fatores, como interação social, genética e ambiente, nenhum trabalho é capaz de explicar todas as causas do distúrbio. “Por isso, o nosso objetivo foi fornecer mais uma peça para esse quebra-cabeça”, diz. "Mesmo assim, nossa pesquisa não dá como certo que o tabagismo é um fator de risco para o autismo, mas sugere a existência de uma associação entre cigarro e alguns tipos do problema".
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*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.