Câncer

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SP, RJ e RS têm queda na mortalidade por câncer de mama

Os três estados são os únicos a conseguirem reduzirem a mortalidade. Nos demais estados do país, os índices permanecem estáveis ou têm crescido

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2012 devem ser registrados mais de 52.000 novos casos da doença no Brasil

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2012 devem ser registrados mais de 52.000 novos casos da doença no Brasil (Brand X Pictures/Thinkstock/VEJA)

A mortalidade por câncer de mama está caindo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. De acordo com um levantamento publicado no periódico brasileiro Clinics, editado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo — FMUSP, são esses estados que têm mantido a média da mortalidade nacional estável nos últimos anos. Nos demais estados do país, os índices permanecem estáveis ou têm crescido.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Disparities in female breast cancer mortality rates in Brazil between 1980 and 2009

Onde foi divulgada: revista Clinics

Quem fez: Ruffo Freitas-Junior e equipe

Instituição: Universidade Federal de Goiás

Dados de amostragem: Dados sobre a mortalidade por câncer de mama disponíveis no DATASUS, do Ministério da Saúde

Resultado: Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul demonstram redução nos índices de mortalidade por câncer de mama. Essa queda está relacionada com a melhora no atendimento e na estrutura de saúde dessas regiões.

O estudo avaliou as variações nos índices de mortalidade entre 1980 e 2009. Coordenada pelo médico Ruffo Freitas-Junior, pesquisador da Universidade Federal de Goiás, o estudo aponta que no Rio Grande do Sul a redução da mortalidade segue uma média de 0,8% por 100.000 mulheres por ano desde 1993. Em São Paulo, a queda é de 1,9% por 100.000 mulheres ao ano e, no Rio de Janeiro, 0,6%. "Esses estados são os que apresentam uma saúde mais adequada, em relação ao número de mamógrafos e da estrutura de saúde", diz o médico.

Os demais estados brasileiros apresentam dados estáveis ou de aumento da mortalidade. De acordo com Ruffo, Brasília, no entanto, pode ser vista como um caso à parte. A cidade começa a reduzir suas taxas, mas em termos estatísticos essa redução ainda é vista como uma estabilização do número de mortes. "São dados recentes, mas em breve esses números poderão ser lidos como uma mudança positiva."

O estado com maior aumento na taxa de mortalidade é o Maranhão, com um aumento de 12% no índice que mede a mortalidade para cada 100.000 mulheres ao ano. A região Nordeste também registra alta taxa de mortalidade, mas, de acordo com o pesquisador, esse dado pode ser influenciado por mudanças na estrutura de saúde pública da região. Com a melhora do Sistema Único de Saúde (SUS), pacientes que antes iam se tratar no Centro Oeste ou mesmo no Sudeste, agora procuram atendimento na própria região.

*O conteúdo deste vídeo é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

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