Disfunção sexual

Novo remédio para ejaculação precoce está perto de aprovação

Medicamento pode eliminar a necessidade de tranquilizantes de uso contínuo para o tratamento da disfunção sexual, que atinge 30% dos homens

Ejaculação precoce: entre 25% e 30% da população masculina sofre com o problema

Ejaculação precoce: entre 25% e 30% da população masculina sofre com o problema (iStockphoto/VEJA)

Por ser considerado um distúrbio de ansiedade, a ejaculação precoce tem difícil tratamento. Atualmente, os médicos indicam tranquilizantes de uso contínuo

Uma nova droga para o tratamento da ejaculação precoce tem indicado bons resultados em testes clínicos e está quase pronta para ser lançada comercialmente. Produzido pela Ampio Pharmaceuticals, o medicamento terminou a última fase de testes clínicos, com 604 pacientes, nos quais mostrou resultados estatisticamente relevantes. A companhia farmacêutica agora espera a aprovação para comercialização na Europa.

Batizado de Zertane, o novo medicamento tem uma grande vantagem em relação aos usados atualmente para o tratamento da disfunção: é um comprimido tomado via oral antes das relações sexuais. Os outros são de uso prolongado, e têm de ser ingeridos diariamente. "O tratamento da ejaculação precoce é tradicionalmente feito com remédios que diminuem a ansiedade, como ansiolíticos (tranquilizantes), que demoram entre 15 e 20 dias para fazer efeito e são de uso contínuo", diz o urologista Carlo Passerotti, do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

A substância ativa do novo medicamento é o cloridrato de tramadol, substância usada desde a década de 1990 no tratamento da dor. Segundo a empresa, o Zertane aumenta o controle da ejaculação. A Ampio é especialista em “reposicionamento” de medicamentos. Ela testa substâncias que já foram aprovadas e estão no mercado no tratamento de doenças diferentes das previstas originalmente. A ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina mais comum e atinge de 25% a 30% dos homens entre 18 e 75 anos.

(Com Agência Reuters)

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados