Gravidez

Mulheres que consomem muita cafeína têm menos chances de engravidar

A substância interfere no funcionamento adequado das tubas uterinas

O café é um dos principais fatores de riscos para o rompimento de um aneurisma, que pode acabar em danos cerebrais

Cafeína: consumo elevado reduz índice de fertilidade nas mulheres (Thinkstock)

Mulheres que consomem quantidades elevadas de bebidas cafeinadas têm menos chances de engravidar. Segundo o resultado de uma pesquisa publicada no British Journal of Pharmacology, isso aconteceria porque a substância reduz a atividade das tubas uterinas (também conhecidas como trompas de Falópio), dificultando a locomoção adequada dos óvulos. Assim, eles não chegariam ao útero para serem fertilizados e completarem seu desenvolvimento.

Para que a concepção seja possível, é preciso que o óvulo viaje pelas trompas, indo do ovário até o útero. Os cílios, estruturas da parede interna da tuba, ajudam diretamente nessa locomoção do óvulo, colaborando para que ele deslize até o útero. O processo tem ainda participação de células especializadas, responsáveis pelas contrações das trompas.

Durante o estudo com os camundongos, Sean Ward, professor de fisiologia e biologia celular da Escola de Medicina da Universidade de Nevada e coordenador da pesquisa, descobriu que a cafeína impedia a ação dessas células que contraem as tubas. Quando elas estavam inibidas, os óvulos não conseguiam se mexer, ficando presos nas tubas. “Isso fornece uma explicação intrigante do por que mulheres com alto consumo de cafeína geralmente demoram mais para engravidar”, diz Ward.

Segundo o pesquisador, além de poder vir a ajudar mulheres com problemas de fertilidade, a descoberta poderá também ajudar médicos a tratarem inflamações pélvicas e doenças sexualmente transmissíveis com mais sucesso. “Há ainda uma chance de aumentar nossa compreensão das causas da gravidez ectópica, problema extremamente doloroso onde os embriões ficam presos nas tubas e se desenvolvem ali mesmo”, diz Ward. 

 

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Renato Fraietta

Médico urologista com especialização em reprodução humana. Coordenador do Setor Integrado de Reprodução Humana da Unifesp, chefia uma equipe que atende 1.000 casais e realiza cerca de 500 ciclos de fertilização in vitro anualmente.

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Enviado por Jú Amaral




*O conteúdo destes vídeos é um serviço de informação e não pode substituir uma consulta médica. Em caso de problemas de saúde, procure um médico.

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