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Rússia e China vetam resolução sobre a Síria na ONU

Documento, defendido por 13 membros do Conselho de Segurança, tinha por objetivo pedir a renúncia do ditador Assad e condenar repressão a opositores

- Atualizado em

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, ergue a mão para vetar resolução que pedia renúncia de Assad
O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, ergue a mão para vetar resolução que pedia renúncia de Assad(DON EMMERT / AFP/VEJA)

Rússia e China vetaram, neste sábado, no Conselho de Segurança da ONU, um projeto de resolução que buscava uma solução para a crise síria. A decisão foi anunciada horas depois da morte de ao menos 260 civis pelas forças do ditador Bashar Assad em Homs. O acordo não concretizado visava apoiar o plano de transição da Liga Árabe, que condena a violência do regime de Damasco contra a população civil, pedindo a renúncia de Assad. O principal órgão de decisões da ONU se mostrou incapaz de obter um entendimento sobre a situação no país árabe, após 11 meses da violenta repressão do regime a opositores e manifestantes.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
  3. • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.
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"É um dia triste, mas não vamos parar aqui. Seguiremos trabalhando com a Liga Árabe, seu plano está em cima da mesa", afirmou o embaixador da França na ONU, Gérard Araud. Segundo ele, continuará havendo pressões para que a União Europeia (UE) amplie as sanções contra a Síria.

Araud destacou que alguns países obstruíram de maneira sistemática as ações do Conselho e acusou essas nações, Rússia e China, de serem cúmplices da política de repressão do regime sírio. "É um escândalo. Este Conselho deve pedir ao ditador da Síria, Bashar Assad, que ponha fim à violência e à sistemática violação dos direitos humanos de maneira imediata", disse o embaixador alemão na ONU, Peter Wittig.

A China e a Rússia se defenderam dizendo que o acordo estava desequilibrado. Antes da reunião, o Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou o texto da resolução por isolar o governo do ditador Bashar Assad e não levantar medidas contra grupos de oposição armados. As sugestões russas ao texto foram consideradas inaceitáveis pela embaixadora americana na ONU, Susan Rice.

A resolução, apresentada inicialmente pelo Marrocos, era respaldada pela Arábia Saudita, Líbia, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Kuwait, Omã e Turquia. No Conselho de Segurança, o texto era apoiado pelos membros permanentes França, Reino Unido e Estados Unidos e pelos membros rotativos Alemanha, Colômbia, Portugal e Togo.

"Os Estados Unidos estão enojados", afirmou a embaixadora americana na ONU, que criticou a oposição de Moscou e Pequim à condenação da Síria: "Este Conselho foi refém de dois membros durante vários meses. Essa intransigência é mais vergonhosa quando se considera que um dos membros deste órgão fornece armas a esse país", acrescentou Rice, referindo-se à Rússia, principal fornecedor de armas de Damasco.

Pouco antes do início da reunião do Conselho, a oposição síria denunciou o bombardeio por parte das forças de segurança sírias sobre a cidade de Homs, onde houve, segundo eles, o maior massacre desde o início da repressão. O número de mortes varia entre as 147 mencionadas pela Comissão Geral da Revolução Síria até as 260 anunciadas pelo Conselho Nacional Sírio (CNS).

(Com agência EFE)

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