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Obama desembarca em Cartagena, na Colòmbia, para participar da Cúpula das Américas
Obama desembarca em Cartagena, na Colòmbia, para participar da Cúpula das Américas(Alfredo Estrella / AFP/VEJA)

O presidente americano, Barack Obama, justificou o seu veto à participação de Cuba na Cúpula das Américas nesta sexta-feira, afirmando que não pode fechar os olhos aos abusos cometidos na região. Para Obama, a ilha continua sendo "um estado antidemocrático e autoritário".

"O que impede que Cuba seja membro completo da comunidade internacional não são os EUA, é sua própria prática que é contrária aos princípios universais", afirmou. O presidente, porém, fez ressalvas e lembrou que a ditadura de Raúl Castro vem - muito lentamente - adotando algumas medidas mais arejadas, como "gestos econômicos rumo à liberdade" e a libertação de alguns presos políticos. "Ninguém ficaria mais feliz em ver mudanças em Cuba do que eu. Gostaria de ver esses presos políticos soltos e o povo de Cuba determinar seu próprio destino. De braços abertos, esperarei esse dia", concluiu.

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Venezuela - Obama também disse que não considera a Venezuela uma ameaça para os Estados Unidos, embora Caracas tenha mudado suas parcerias na região de "forma destrutiva". Durante o governo Hugo Chávez, o país se afastou de Washington e estabeleceu aliança com a ditadura cubana nos últimos anos. Atualmente, Venezuela e EUA não têm relações diplomáticas em nível de embaixadores.

O presidente americano, no entanto, não se absteve de criticar a forma como o caudilho venezuelano se perpetua no poder. "As pessoas na Venezuela não acreditam na retórica, as instituições democráticas estão sendo atacas, está se impedindo o livre direito à expressão e à organização da oposição", denunciou Obama.

(Com agência France-Press)

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