Mais Lidas

  1. STF barra crédito extra de 100 milhões de reais para publicidade do governo

    Brasil

    STF barra crédito extra de 100 milhões de reais para publicidade do...

  2. Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

    Brasil

    Justiça bloqueia bens do senador Lindbergh Farias

  3. Marta Suplicy é vaiada em discurso em São Paulo. De novo

    Brasil

    Marta Suplicy é vaiada em discurso em São Paulo. De novo

  4. A miss-bumbum e o clima de fim da festa no Planalto

    Brasil

    A miss-bumbum e o clima de fim da festa no Planalto

  5. Cunha chama reajuste no Bolsa Família de irresponsabilidade fiscal

    Brasil

    Cunha chama reajuste no Bolsa Família de irresponsabilidade fiscal

  6. Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”

    Brasil

    Temer monta seu governo: “Quero entrar para a história”

  7. 1º de Maio: Dilma oficializa reajuste de 9% no Bolsa Família

    Brasil

    1º de Maio: Dilma oficializa reajuste de 9% no Bolsa Família

  8. Saiba quais serão as cidades mais ricas do mundo em 2025

    Economia

    Saiba quais serão as cidades mais ricas do mundo em 2025

Como Obama e Romney (e os eleitores) chegam para a eleição nos EUA

Eleitores terão de escolher entre um presidente que não conseguiu deixar sua marca e um republicano que não se sabe se poderá fazer melhor

Por: Cecília Araújo - Atualizado em

  • Voltar ao início

  • Todas as imagens da galeria:


A disputa pela Casa Branca ganhou novos e importantes elementos nas últimas semanas, mas segue sem apontar um favorito. A igualdade de chances entre o democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney é tão grande que transforma qualquer tentativa de previsão em mero achismo.

A briga pelos chamados estados indecisos e o esforço de Obama em convencer os americanos a anteciparem o voto mostram que o quadro apresentado este ano é bem diferente daquele de quatro anos atrás, quando o democrata representava uma possibilidade real de mudança. Desta vez, os eleitores vão escolher entre um presidente que não conseguiu deixar sua marca e um republicano que não se sabe se poderá fazer melhor.

Romney promete que sim, fará melhor, e demonstrou credibilidade com seu desempenho no primeiro dos três debates televisionados realizados em outubro. Bem preparado, defendeu uma versão mais consistente de suas propostas, diante de um Obama disperso e superficial. Com seu desempenho, Romney conseguiu mudar a percepção que as pessoas tinham sobre ele. "Muitas pessoas que não pensavam assim começaram a vê-lo como um possível presidente. Desde então, ganhou um novo impulso na campanha", opina Carol Weissert, professora de Ciências Políticas na Universidade do Estado da Flórida.

O impulso foi conquistado de maneira tão sólida que Romney não perdeu fôlego nos encontros seguintes, nos quais encontrou um oponente mais bem preparado. E conseguiu expor seu grande trunfo: as propostas econômicas. "Um ponto forte de Romney é sua experiência no setor privado, o que é visto como algo positivo pelos americanos, neste contexto de crise", diz Grant Neeley, professor de Ciências Políticas da Universidade de Dayton, em Ohio.

Se a economia é o ponto de apoio da campanha republicana, também é a principal munição contra o adversário. Romney acusa Obama de não ter conseguido tirar o país da crise e afirma que não conseguirá fazê-lo se tiver mais tempo para isso. A resposta democrata é que o governo impediu que a situação se deteriorasse ainda mais. Quando Obama assumiu a Presidência, em 2009, os EUA perdiam 800.000 vagas de empregos por mês. Sua resposta, com pacotes de estímulo agressivos, conseguiu impedir uma verdadeira depressão. Levantamento do Departamento de Trabalho divulgado na sexta-feira indicou a criação de 170.000 vagas e taxa de desemprego de 7,9% em outubro.

"A política de Obama trouxe resultados razoáveis, especialmente na criação de empregos e na indústria automobilística - o que é um fator importante em Ohio, estado estratégico nestas eleições", avalia o diplomata Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro em Washington. "Considerando que a crise era muito maior do que se imaginava, o fraco dividendo econômico dos EUA não pode ser considerado uma falha só do presidente".

Porém, não é fácil ganhar aplausos quando a taxa de desemprego segue elevada, mesmo depois da promessa de que pacotes de estímulo à economia melhorariam a situação. E Obama ainda recuou em sua proposta de reformar as finanças do país, sendo julgado agora pelas promessas não cumpridas. "Uma desvantagem para qualquer candidato à reeleição é não poder debater em um âmbito hipotético. E esse é o maior desafio de Obama. É muito mais fácil para os adversários apontar erros da gestão alheia", pondera Cary Covington, professor do departamento de Ciências Políticas da Universidade de Iowa. "Desta vez, não há promessas que o levem à reeleição. Ou os eleitores se convencem de que a situação em 2009 era muito pior do que se imaginava, e que o cenário atual é razoável diante dessa constatação, ou eles não darão a Obama uma segunda chance".

Novo fator - A passagem do furacão Sandy pelos Estados Unidos na reta final da campanha apresentou um novo desafio para Romney, que precisou achar o tom certo para suas declarações nos primeiros dias da catástrofe. E jogou os holofotes sobre o presidente, que tentou se mostrar um líder competente. Não se sabe se os eleitores, ainda vivendo a tragédia, ficaram convencidos, mas o lado democrata já tem consequências concretas para comemorar: os elogios do republicano Chris Christie, governador de Nova Jersey, e o apoio de Michael Bloomberg, prefeito de Nova York.

"Estudos mostram que os eleitores tendem a punir os governantes pelos desastres naturais, mas este também foi um bom momento para Obama mostrar sua liderança de forma que liberais, conservadores e indecisos possam apreciar", opina Covington. Para Barbosa, a tempestade pode não ser determinante para o resultado das eleições, mas vai ser mais um ponto a ser considerado pelos americanos. "Claro que um único acontecimento não pode decidir as eleições, mas é mais um fator de incerteza acrescentado a todos os outros", destaca.

Os pontos fortes e fracos de Romney

Os pontos fortes e fracos de Obama

TAGs:
Barack Obama
Eleições nos Estados Unidos
Mitt Romney