Tarja do tema Revoltas no mundo islâmico

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Síria: entenda o conflito que incitou uma violenta repressão

Crise no país se estende desde março, e ainda não é possível prever desfecho

Gabriela Loureiro

Na mesma semana em que a repressão na Síria completa cinco meses, o presidente americano, Barack Obama, pediu a saída do ditador Bashar Assad - pela primeira vez abertamente -, no que foi imediatamente seguido pela União Europeia. A violência das forças de segurança contra manifestantes que reivindicam a queda do regime aumenta à medida que os opositores ganham mais força e a pressão internacional cresce. Entenda o que está por trás do conflito, que ainda parece longe de acabar:

Entenda o conflito e a repressão que atinge a Síria

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Histórico

Retrato do ex-ditador sírio Hafez Assad, pai de Bashar

A Síria é um país com histórico de revoltas e repressão. Há mais de quatro décadas, o pai de Bashar Assad, Hafez, tomou o poder, mas enfrentou obstáculos para impor sua autoridade na forma de protestos populares. As manifestações sempre foram reprimidas violentamente, enquanto a população recebia propostas de mudanças que nunca se concretizaram.

Um exemplo é o caso da cidade de Hama, um dos focos dos protestos contra Assad. Em 1982, Hafez ordenou que suas tropas bloqueassem uma rebelião de sunitas fundamentalistas, matando cerca de 20.000 pessoas. Desta vez, os manifestantes foram influenciados pela Primavera Árabe, no Norte da África e Oriente Médio, que levou à queda de dois ditadores na região: o tunisiano Zine El Abidine Ben Ali, em 14 de janeiro, e o egípcio Hosni Mubarak, em 11 de fevereiro.

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