Direitos Humanos

Ativista chinês pediu ajuda às autoridades para deixar país

Chen Guangcheng ainda está em hospital e diz que não sabe como proceder

O advogado e dissidente chinês Chen Guangcheng denunciou abusos nos programas de natalidade do governo

O advogado e dissidente chinês Chen Guangcheng denunciou abusos nos programas de natalidade do governo (AFP)

O ativista chinês de direitos humanos Chen Guangcheng declarou neste domingo à agência France-Presse que ainda se encontra em um hospital e que pediu ajuda às autoridades chinesas para abandonar o país. "Disse ao hospital que peça (às autoridades do governo) que me ajudem nos trâmites. Não sei como fazer", disse, explicando que seus ferimentos e o fato de ser cego o obrigam a permanecer internado.

Na noite de sábado, um professor de Direito americano, amigo de Chen Guangcheng, indicou que o militante chinês poderia viajar em breve para os Estados Unidos. "É fato que poderá estar aqui muito em breve", declarou por telefone à agência France-Presse Jerome Cohen, professor da Universidade de Nova York.

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Na sexta-feira, a porta-voz do Departamento de Estado americana, Victoria Nuland, afirmou que a China aceitou conceder o mais rápido possível ao dissidente "os documentos de viagem" necessários, em referência ao provável passaporte que permitirá que o militante deixe o país. A porta-voz explicou que os Estados Unidos, por sua vez, concederão a Chen e a sua família um visto, já que o dissidente disse que desejava visitar o país para estudar.

Mais cedo, a China havia anunciado que Chen Guangcheng poderia fazer um pedido para estudar no exterior, abrindo assim uma possibilidade de solução para o caso do ativista que afeta as relações da China com os Estados Unidos no momento em que a secretária de Estado Hillary Clinton estava em Pequim. Hillary Clinton declarou que sentia progressos no caso de Chen e se declarou confiante, mas não divulgou mais detalhes sobre uma possível viagem do advogado.

O destino do advogado autodidata cego, que escapou da prisão domiciliar e passou seis dias refugiado na embaixada dos Estados Unidos em Pequim, mudou o tom da reunião bilateral China-EUA realizada na sexta-feira. "Se ele quiser estudar no exterior, pode, como outros cidadãos chineses, apresentar um pedido às autoridades competentes", afirmou a porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Liu Weimin.

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(Com agência France-Presse)

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