Rio de Janeiro

Eike Batista quer administrar o Maracanã

Em entrevista a jornal, empresário mais rico do país manifesta interesse pelo estádio e avisa que quer investir em arenas esportivas pelo Brasil

O empresário Eike Batista com Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro

O empresário Eike Batista com Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro (Vera Donato)

Eike Batista quer participar da privatização do Maracanã. Em entrevista ao jornal Brasil Econômico, publicada nesta quarta-feira, o empresário anunciou seu interesse em incluir em seus negócios o gigante de concreto que está sendo reformado para receber a final da Copa de 2014. O Maracanã – que, por fazer parte do patrimônio histórico não poderá ser rebatizado de Maracanax – não é o único estádio na mira de Eike. Por meio da recém-fundada IMX, ele quer administrar e lucrar com arenas esportivas em todo o Brasil, investindo em eventos e shoppings.

Na entrevista ao jornal, Eike fala da IMX, criada a partir da associação com a IMG Worldwide, cujo dono, Ted Forstmann, é citado como um novo amigo. “Fiquei muito amigo do dono da IMG, o Ted Forstmann. Quando isso ocorre, tudo fica mais fácil”, disse.

Se amizade é fundamental para o sucesso dos negócios, no Maracanã Eike já tem um amigo. O empresário mantém contato próximo também com o governador do Rio, Sérgio Cabral, que, depois de um período sem falar em privatização, voltou a cogitar o projeto em maio deste ano.

Reforma – As obras em curso no Estádio Mário Filho prometem transformar o templo do futebol em uma arena multiuso moderna. O custo total do projeto, que já esteve na casa do bilhão de reais, foi reduzido, segundo a secretária estadual de Esporte e Lazer, Márcia Lins, de 931 milhões para 860 milhões de reais.

Na quarta-feira, foi retirada a última parte da antiga marquise, que foi condenada por engenheiros e será substituída por uma cobertura de estrutura metálica que deverá proteger 100% do público, não apenas parte das arquibancadas.

No último dia 10, a reforma do Maracanã foi criticada pelo deputado Romário (PSB-RJ), que jogou – e marcou – no estádio gols com as camisas de três dos principais clubes cariocas – Flamengo, Fluminense e Vasco. Romário não gostou do que viu, considerou que o estádio está descaracterizado e ironizou o projeto. “Só falta trocar o nome”, brincou.

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