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A renovação de autores na Globo

Só neste ano, três tramas assinadas por estreantes ganham espaço na emissora, na maior abertura para autores novatos feita pelo canal desde o início dos anos 2000, quando novos nomes passaram a assinar folhetins em intervalos de ao menos dois anos

Por: Mariana Zylberkan - Atualizado em

Lícia Manzo estreou como autora solo em 'A Vida da Gente'
Lícia Manzo estreou como autora solo em A Vida da Gente(Divulgação/Alex Carvalho/TV Globo/VEJA)

"Sem novela, a TV é economicamente inviável." A frase, dita por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em 1985, quando ainda era o todo-poderoso da Globo, dá a dimensão da importância dos folhetins para a maior emissora do país. Uma importância que não mudou com o tempo. Principal produto global, a telenovela ainda é garantia de publicidade e de público: em abril, a nova trama das nove, Avenida Brasil, foi o programa mais visto da emissora, com média de 36,8 pontos no Ibope na Grande São Paulo. Para manter a sua grade combativa em tempos de concorrência acirrada com a Rede Record, a Globo investe cada vez mais. Criou uma quarta faixa de folhetins às 23 horas com O Astro, em 2011. E agora abre um espaço inédito para autores que renovem a linguagem e falem a um novo público.

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A fábrica de autores da Globo
A fábrica de autores da Globo(Luciana Martins Souza/VEJA)
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