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O maior dos vales detectados na Lua: 500 metros de largura e quase 20 metros de profundidade
O maior dos vales detectados na Lua: 500 metros de largura e quase 20 metros de profundidade(NASA/Goddard/Arizona State University/Smithsonian Institution/VEJA)

Novas imagens da Lua revelam que a crosta do satélite natural está se esticando, formando pequenos vales na superfície. Cientistas supõem que essa atividade geológica ocorreu menos de 50 milhões de anos atrás - pouco tempo, considerando a idade total do astro, de 4,5 bilhões de anos. As imagens foram registradas pelo LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter), da Nasa. A pesquisa foi realizada por cientistas do Museu Aeroespacial Smithsonian, em Washington, e será publicada em março no periódico britânico Nature Geoscience.

Em agosto de 2010, a mesma equipe identificou características na Lua que mostravam um encolhimento do astro devido ao resfriamento do núcleo. Os dados apontavam que, desde sua formação, a distância entre o centro do satélite e sua superfície diminuiu aproximadamente 91 metros, o equivalente ao comprimento de um campo de futebol.

As novas imagens do LRO mostram que o astro não está apenas encolhendo. Em algumas regiões, a crosta da Lua está se separando. Esse movimento se dá ao longo de falhas geológicas também conhecidas como fossas tectônicas. "Essa separação da superfície mostra que a Lua ainda está ativa", disse Richard Vondrak, cientista da missão LRO.

A sonda pretende tirar fotos em alta resolução da superfície da Lua. Metade da missão já foi concluída. "É empolgante encontrar algo totalmente inesperado", disse o coautor do estudo Mark Robinson, da Universidade Estadual do Arizona. "Ainda há muito que explorar sobre a Lua."

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