Carnaval 2012

Oscar Niemeyer visita Sambódromo do Rio

Palco das escolas de samba será reinagurado no domingo. Reforma ampliou de capacidade de público para 72.500 lugares, já de olho nas Olimpíadas de 2016

Rafael Lemos
Aos 104 anos, o arquiteto Oscar Niemeyer confere pessoalmente o resultado da reforma de ampliação do Sambódromo, uma de suas obras mais famosas

Aos 104 anos, o arquiteto Oscar Niemeyer confere pessoalmente o resultado da reforma de ampliação do Sambódromo, uma de suas obras mais famosas (Rafael Lemos)

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou, nesta quarta-feira, que o arquiteto Oscar Niemeyer aceitou seu convite para fazer o projeto da nova quadra da Mangueira. "Já fizemos quadra para a União da Ilha, Mocidade e Portela. E, agora, a Mangueira está precisando de uma remodelação da sua quadra. Percebi, nas entrelinhas, que o Niemeyer é Mangueira. Pedi a ele que fizesse o projeto da nova quadra da Mangueira e ele aceitou. Agora, só falta falar com o Ivo Meirelles (presidente da escola)", afirmou Paes, que acompanhou Niemeyer em visita às obras do Sambódromo.

Quase 30 anos após a sua construção, o palco das escolas de samba finalmente terá o traçado original projetado pelo arquiteto, com os dois lados espelhados. A reforma de ampliação anda em ritmo frenético, e já está na reta final. A reinauguração será no domingo. Com mais 12.500 lugares, o local passa a ter capacidade para 72.500 pessoas. Nos Jogos Olímpicos de 2016, o Sambódromo receberá a prova de tiro com arco e a chegada da maratona.

"Estou muito feliz. Essa obra não é só minha, é do grupo que trabalha comigo. Estou contente em ver um trabalho como esse, que foi feito para alegrar o povo", afirmou Niemeyer, que percorreu a pista da Marquês de Sapucaí a bordo de um carro elétrico.

O arquiteto João Niemeyer, sobrinho de Oscar, diz que o tio ficou satisfeito com o resultado da reforma. "Se ele não estivesse muito satisfeito, não viria aqui, com 104 anos, debaixo desse sol", argumentou.

Na opinão do sobrinho, o Sambódromo traz a marca de Oscar Niemeyer. "É a cara dele. Até porque, na ocasião, foi tudo muito rápido. Entre projeto e construção, foram apenas quatro meses. Nem deu para pensar muito. E o mais importante é que o Sambódromo tem se revelado uma estrutura flexível, capaz de se adaptar a novas necessidades, como as Olimpíadas, e até mesmo ao carnaval de hoje, que cresceu muito", explicou.

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