Por: Bruno Huberman - Atualizado em

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O governo do Rio Grande do Sul decidiu decretar situação de emergência coletiva em todo o estado depois de chegar a 107 o número de cidades que decretaram situação de emergência por causa da estiagem. O coordenador da Defesa Civil, major Ari Ferreira, explica que essa decisão tem o objetivo de agilizar o processo de renegociação das dívidas dos agricultores que perderam suas lavouras com os bancos e também a liberação de verbas federais.

"O decreto estadual contempla todos os municípios que encaminharam decreto de emergência", afirma o major. Os bancos exigem a apresentação do decreto do município onde está localizada a plantação para o agricultor acessar o seguro ou negociar a dívida. Segundo o major Ferreira, as áreas mais afetadas pela falta de chuva são Botucaraí, Planalto, Produção e Alto Jacuí. Boletim divulgado nesta segunda-feira pela Defesa Civil estima que 452.099 pessoas tenham sido afetadas até agora. Outros 34 municípios também foram castigados pela seca, mas ainda não entraram em emergência.

Nesta segunda-feira, o vice-governador do estado, Beto Grill (PSB), assina o Decreto de Emergência Coletivo em Boa Vista das Missões, no interior gaúcho, uma das cidades atingidas pela seca. A decisão de colocar todo o estado em situação de emergência foi tomada no final da semana passada em reunião do grupo de trabalho do governo do Rio Grande do Sul, que reúne várias secretarias e busca minimizar os efeitos da estiagem. O decreto deve ser encaminhado ao Ministério da Integração Nacional ainda nesta segunda.

Seca - A estiagem é provocada pela interrupção do canal de umidade vindo da Amazônia - que ficou parado na Região Sudeste e gerou as fortes chuvas na região - e pelo fenômeno La Niña, que esfria a água no Oceano Pacífico, diminuindo a evaporação da água e aumentando a seca.