Tarja para o tema Massacre no Realengo

Cidades

Homem invade escola e abre fogo contra alunos no Rio de Janeiro. Dez meninas e um menino são mortos

O atirador, que também morreu, entrou no colégio, em Realengo, dizendo que daria uma palestra. Ele abriu fogo contra as crianças

  • Multidão em frente a Escola Municipal Tasso da Silveira no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Genilson Araújo/Agência O Globo

  • Fachada da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Wagner Meier/Fotoarena

  • Dom Orani, Arcebisto do Rio de Janeiro chega a Escola Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Wagner Meier/Fotoarena

  • Dom Orani, Arcebisto do Rio de Janeiro chega a Escola Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Selmy Yassuda

  • Mulher desmaia em frente a Escola Municipal Tasso da Silveira no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Antonio Lacerda/EFE

  • Desespero na fachada da Escola Municipal Tasso da Silveira no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Victor R. Caivano/AP

  • Mulher desmaia em frente a Escola Municipal Tasso da Silveira no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Victor R. Caivano/AP

  • Bombeiro que auxiliou no socorro às vítimas do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Tasso Marcelo/AE

  • Farda de um bombeiro suja de sangue em frente ao Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro

    Fabio Motta/AE

  • Aluno ferido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Jadson Marques/EFE

  • Aluno ferido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Jadson Marques/Agência O Globo

  • Aluno ferido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Gabreil de Paiva/Agência O Globo

  • Aluno ferido na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    AP

  • Familiares das vítimas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Jadson Marques/EFE

  • Fachada do hospital Albert Schweitzer no Rio de Janeiro, onde alguns dos feridos da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira foram encaminhados

    Marcelo Sayao/EFE

  • Mulher em frente a um hospital no Rio de Janeiro mostra foto da jovem Larissa dos Santos Atanázio, uma das vítimas da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro Realengo, Rio de Janeiro

    Marcelo Sayao/EFE

  • A presidente Dilma Rousseff se emocionou em pronunciamento no Palácio do Planalto ao citar a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro

    Dida Sampaio/AE

  • A presidente Dilma Rousseff se emocionou em pronunciamento no Palácio do Planalto ao citar a tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro

    Dida Sampaio/AE

  • Imagem do assassino, Wellington Menezes de Oliveira, que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, abriu fogo contra os alunos e se matou

    Reprodução

  • Imagem do assassino, Wellington Menezes de Oliveira, que invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, abriu fogo contra os alunos e se matou

    Jadson Marques/Folhapress

  • Bombeiros carregam o corpo do assassino Wellington Menezes de Oliveira, que cometeu suicídio, após invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira e abrir fogo contra os alunos

    Sérgio Oliveira/AFP

  • Trecho da carta deixada por Wellington Menezes de Oliveira, que cometeu suicídio, após invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira e abrir fogo contra os alunos

    Reprodução/Agência O Globo

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Um homem invadiu uma escola municipal em Realengo, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e abriu fogo contra os alunos na manhã desta quinta-feira. Numa tragédia sem precedentes na história do país, onze crianças morreram, sendo dez meninas e um menino. O atirador também morreu. Ao todo, doze meninos e seis meninas foram feridos pelos tiros. O total de vítimas foi informado pelo secretário de Saúde do Rio, Sérgio Cortez.

O homem teria se suicidado com um tiro na cabeça ao se ver cercado pelos policiais. Segundo o relações-públicas da PM, coronel Ibis Pinheiro, os agentes trocaram tiros com o invasor ao chegar à escola. Ele correu e, ao ser imobilizado pelos PMs, conseguiu pegar a arma e atirar contra si. O comandante do 14º BP (Bangu), coronel Djalma Beltrame, informa que o atirador já foi identificado: trata-se de Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos. Ele seria um ex-aluno do colégio.

O subprefeito da zona oeste, Edmar Teixeira, informou, pouco depois de deixar a escola, que o assassino contou na carta que havia acabado de saber que era portador do vírus HIV. Teixeira conta ainda que na carta o criminoso afirmava ser simpatizante de fundamentalistas religiosos – sem dar mais detalhes. Testemunhas contaram que Wellington chegou à escola afirmando que daria uma palestra aos alunos. Ele se dirigiu a uma sala de aula da 8ª série, repleta e alunos com idade entre 12 e 14 anos, e, sem dizer nada, começou a atirar.

Com o assassino foram encontrados dois revólveres e munição. Ele tinha ainda um carregador capaz de municiar as armas com rapidez – um equipamento que exige treinamento para ser utilizado. As informações no local são de que foram disparados mais de 100 tiros. O assassino foi encontrado entre as escadas do segundo e do terceiro andar. Ele se matou antes de atingir o terceiro pavimento, onde ficam as crianças menores. Wellington estava com botas e calça pretas, uma camisa verde e um cinturão para carregar munição de escopeta.

As vítimas foram levadas para Hospital Albert Schweitzer. Alguns feridos precisaram ser socorridos em carros particulares, já que a demanda superou o número de ambulâncias enviadas ao local.

Abaixo, o local da tragédia desta quinta, no Google Street View:


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