Mais Lidas

  1. Janaina Paschoal: rotina de isolamento pós-impeachment

    Brasil

    Janaina Paschoal: rotina de isolamento pós-impeachment

  2. Renan Ribeiro, do 'The Voice', morre em acidente de carro

    Entretenimento

    Renan Ribeiro, do 'The Voice', morre em acidente de carro

  3. Suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de adolescente são considerados foragidos da Justiça

    Brasil

    Suspeitos de envolvimento no estupro coletivo de adolescente são...

  4. Filho de Temer, Michelzinho tem R$ 2 milhões em imóveis em SP

    Brasil

    Filho de Temer, Michelzinho tem R$ 2 milhões em imóveis em SP

  5. "Quando encontrar meu corpo, avise meu marido e minha filha"

    Mundo

    "Quando encontrar meu corpo, avise meu marido e minha filha"

  6. Em gravação, ministro da Transparência faz crítica à Lava Jato e dá conselho a Renan

    Brasil

    Em gravação, ministro da Transparência faz crítica à Lava Jato e dá...

  7. Gorila é morto após menino cair em jaula de zoológico nos EUA

    Mundo

    Gorila é morto após menino cair em jaula de zoológico nos EUA

  8. Sonia Abrão abandona programa após ouvir choro

    Entretenimento

    Sonia Abrão abandona programa após ouvir choro

OAB, ANJ e Abert reagem aos ataques de Lula contra a liberdade de imprensa

- Atualizado em

Em um comício de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na cidade de Campinas, Lula bradou: "a opinião pública somos nós"

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) reagiram aos ataques à imprensa feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último sábado. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, classificou as declarações de Lula como "lamentáveis".

Temendo que a ligação de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, com a ex-ministra-chefe da Casa Civil Erenice Guerra possa refletir negativamente na campanha, Lula decidiu atacar os veículos de comunicação que produziram reportagens a respeito do escândalo de lobby e tráfico de influência na Casa Civil. Para o presidente, as declarações críticas recentes dos adversários e as matérias sobre o caso são intolerância, ódio e mentira.

"É lamentável que o presidente tenha esse tipo de reação", disse Cavalcante. "Se houver algum excesso, que o governo ingresse na Justiça. Agora, não podemos abrir mão da liberdade de imprensa", completou. Para ele, as denúncias de corrupção no governo são "gravíssimas". "O que se quer é que se puna os culpados", afirmou o presidente da OAB.

Em nota, a ANJ classifica como "preocupante" a reação de Lula contra a liberdade de imprensa no país. "É lamentável e preocupante que o Presidente da República se aproxime do final de seu segundo mandato manifestando desconhecimento em relação ao papel da imprensa nas sociedades democráticas [...]. O papel da imprensa, convém recordar, é o de levar à sociedade toda informação, opinião e crítica que contribua para as opções informadas dos cidadãos, mesmo aquelas que desagradem os governantes. Convém lembrar também, que ele jamais criticou o trabalho jornalístico quando as informações tinham implicações negativas para seus opositores", diz o texto.

O diretor de assuntos legais da Abert falou sobre o caso ao jornal O Estado de S. Paulo. "O presidente Lula já demonstrou, por diversas vezes, um apreço pela imprensa, e a gente acredita que essas declarações não reflitam efetivamente o pensamento dele, mas que repercutem o momento conturbado que vive a política e a proximidade do processo eleitoral", afirmou.

Campanha - Em um comício de sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na cidade de Campinas, Lula bradou: "a opinião pública somos nós". Para o presidente, uma eventual vitória de Dilma na eleição significará também a derrota da imprensa. "Nós não vamos derrotar apenas os nosso adversários tucanos, nós vamos derrotar alguns jornais e revistas que se comportam como se fossem um partido político e não têm coragem de dizer que são um partido político, que têm candidato e não têm coragem de dizer que têm candidato, que não são democratas e pensam que são democratas", afirmou.

"Tem dia que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal ler o seu jornal ou o dono da revista ler a sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente neste momento", disse o presidente.

Leia na coluna Radar-online, por Lauro Jardim:

Do alto de sua popularidade, nosso Luis XIV tropical acha definitivamente que tomou posse do povo brasileiro.

Leia no blog de Reinaldo Azevedo:

É evidente que Lula não haveria de ficar feliz com as acusações que pesam contra o seu governo, com demissão da ministra da Casa Civil. É claro que ele teme um eventual efeito eleitoral, impedindo "a vitória no primeiro turno", como alardeia o programa do partido na TV. Mas ele é também arrogante o bastante para achar que a fatura já está liquidada. Por que, então, a fúria, apelando a uma violência retórica que, não sei não, deve ser inédita nos seus quase oito anos como presidente?

Leia na coluna de Augusto Nunes:

Como todo governante primitivo, Lula odeia a liberdade de imprensa. Mas tem um motivo adicional para sonhar com a erradicação do que chama de "formadores de opinião": a existência de gente com autonomia intelectual reitera o tempo todo que a unanimidade é inalcançável - mesmo por quem se considera emissário da Divina Providência. O presidente talvez morra sem saber que os governos passam e as discurseiras são esquecidas, mas a palavra escrita fica.

TAGs:
Lula
Ministérios
Liberdade