Mais Lidas

  1. Sequestrador de Ana Hickmann foi ‘assassinado com crueldade e frieza’, diz irmã

    Entretenimento

    Sequestrador de Ana Hickmann foi ‘assassinado com crueldade e...

  2. Afastado do Planejamento, Jucá ocupa tribuna do Congresso e provoca bate-boca

    Brasil

    Afastado do Planejamento, Jucá ocupa tribuna do Congresso e provoca...

  3. Ouça a conversa entre Ana Hickmann e fã que a atacou

    Entretenimento

    Ouça a conversa entre Ana Hickmann e fã que a atacou

  4. Aliados de Dilma entram em campo para impedir votação da nova meta

    Brasil

    Aliados de Dilma entram em campo para impedir votação da nova meta

  5. Bruna Linzmeyer sensualiza após ataques homofóbicos no Instagram

    Entretenimento

    Bruna Linzmeyer sensualiza após ataques homofóbicos no Instagram

  6. Congresso destrava pauta e abre caminho para votação da nova meta fiscal

    Brasil

    Congresso destrava pauta e abre caminho para votação da nova meta...

  7. Temer bate na mesa e diz que sabe o que fazer no governo: 'Eu tratava com bandidos'

    Brasil

    Temer bate na mesa e diz que sabe o que fazer no governo: 'Eu...

  8. Morre, aos 65, o criminalista Arnaldo Malheiros Filho

    Brasil

    Morre, aos 65, o criminalista Arnaldo Malheiros Filho

Caso Bernardo: menino foi dopado antes de ser assasinado

Conforme depoimento de cúmplice no crime, o menino foi anestesiado para depois ser morto com injeção letal de um produto que ela não soube precisar

- Atualizado em

  • Voltar ao início

  • Todas as imagens da galeria:


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga se o menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, encontrado morto do dia 14, teria sido dopado com analgésico usado para endoscopia antes da injeção que o matou. A informação foi dada pela assistente social Edelvânia Wirganovicz, que ajudou no crime. ​Segundo ela, o menino foi dopado com barbitúricos e assassinado com uma injeção letal de um produto que ela não soube precisar, preparada pela madrasta do garoto, Graciele Ugolini. As informações foram divulgadas pelo site do jornal Zero Hora.

O pai de Bernardo, Leandro Boldrini, de 38 anos, é médico cirurgião e dono de uma clínica na cidade de Três Passos (RS), sua mulher, Graciele, é enfermeira e sócia na clínica. Na noite de segunda-feira, o corpo do menino foi encontrado no interior da cidade de Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico, e enterrado às margens de um rio. A confirmação sobre o que matou o menino ainda depende de exames periciais. O pai, a madrasta e Edelvânia estão presos.

A certidão de óbito do menino atesta que ele morreu de "forma violenta" dois dias antes de o pai relatar à polícia sobre o desaparecimento do filho. Segundo a certidão de óbito, o corpo estava em "adiantado estado de putrefação" quando foi encontrado.

Segundo a delegada Caroline Bamberg, o pai de Bernardo e a madrasta do garoto receberam "com frieza" a notícia da morte de Bernardo e se preocuparam demais com a reação da mídia. "Eles receberam a notícia com frieza. Minutos depois, apresentei o mandado de prisão temporária e eles me perguntaram se eu tinha provas. Estavam preocupados com a mídia", afirmou a delegada.

Até agora, a Polícia Civil trabalha com duas hipóteses para o homicídio do garoto: por motivo fútil (ciúmes) ou econômico. O menino seria o único herdeiro da mãe, Odilaine Uglione, que morreu há quatro anos com um tiro na cabeça disparado dentro da clínica em que o pai de Bernardo trabalhava. A polícia registrou o caso na ocasiao como suicídio.

O advogado Marlon Barbon Taborda, que trabalha para a avó materna de Bernardo, Jussara Uglione, de 73 anos, afirma que, na semana em a mãe de Bernardo teria cometido suicídio, ela teria procurado advogados para tentar um acordo judicial de partilha com o marido - de quem estava se separando. A minuta de acordo envolvia patrimônio (bens móveis e imóveis) e uma pensão, para ela e para o menino. Um dos valores propostos era 1,5 milhão de reais de indenização a ela, que era sócia na clínica de endoscopia do marido. E pensão de 8.000 reais mensais.

Ajuda - Bernardo chegou a procurar o Fórum de Três Passos para reclamar de insultos recebidos da madrasta e da falta de interesse do pai. Na ocasião, não houve relato de violência física. A primeira notícia sobre o abandono afetivo do qual Bernardo seria vítima chegou à Promotoria da Infância e da Juventude em novembro, quando foi aberto expediente para apurar a situação familiar. O menino era alvo de comentários na cidade e frequentemente se hospedava na casa de amigos da escola.

Depois de conversar com Bernardo e confirmar as queixas sobre o pai e a implicância da madrasta, a promotora responsável pela apuração, Dinamárcia de Oliveira, preparou a ação judicial pedindo que a guarda do menino fosse dada para a avó materna. O juiz Fernando Vieira dos Santos optou por uma conciliação entre o pai, o médico Leandro Boldrini, e o menino. Em uma audiência em 11 de fevereiro, Boldrini pediu uma chance para melhorar a relação com o filho. Em 13 de maio, pai e filho seriam novamente ouvidos.

Sumiço - Em depoimento à polícia, o casal relatou que o menino foi dormir na casa de amigos no dia 4. Ele não retornou depois de dois dias. O pai, então, acionou a polícia e uma rádio local para descobrir o paradeiro de Bernardo. Nos dias que se seguiram, a população de Três Passos mobilizou-se para encontrar o garoto. Apenas dez dias depois o corpo de Bernardo foi encontrado.

Homicídios cometidos em família 

TAGs:
Crime
Rio Grande do Sul
Criança