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Câmara adia votação do Código Florestal para quarta-feira

Deputados não chegaram a um acordo sobre as diferentes versões do texto

- Atualizado em

A Câmara dos Deputados deixou para as 11h desta quarta-feira a leitura e o início da votação do relatório do Código Florestal, de autoria do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), em mais um adiamento que tenta evitar um grande racha na base de apoio do governo na Câmara, com os principais partidos em guerra aberta.

As grandes divergências entre diversas versões do texto do projeto legislativo levaram os deputados, após várias horas de debate, a tomar a decisão de adiar a votação. Parte dos parlamentares, entre eles a maioria do governo, pretendia votar o texto na forma em que foi aprovado no Senado, enquanto a bancada ruralista queria submeter à votação as emendas incluídas pelo relator Paulo Piau (PMDB-MG).

Em um dos pontos de maior conflito, Piau retirou do texto as regras para recuperação das áreas de preservação permanente (APPs) em torno dos rios. Antes, havia a exigência de que produtores rurais recuperassem quinze metros de vegetação nativa em rios com largura de até dez metros. "Se é o parecer atual versus o que veio do Senado, a orientação para a base do governo é votar o que veio do Senado", disse o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo na Câmara, na terça-feira.

Outro ponto polêmico do projeto é a concessão de uma ampla anistia que perdoa os fazendeiros pelo desmatamento ilegal praticado nas últimas décadas. A presidente Dilma Rousseff se manifestou contra a concessão desse perdão.

(Com agências Estado, EFE e Reuters)

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