Aviação

Avião da TAM escapa de colisão perto de Brasília

Jato quase se chocou com pequena aeronave que vinha no sentido oposto, na noite desta segunda-feira. Manobra brusca de piloto assustou passageiros

Gabriel Castro
Avião da TAM após o pouso em Brasília: susto na chegada à capital federal

Avião da TAM após o pouso em Brasília: susto na chegada à capital federal (Veja/VEJA)

Cinco anos depois do acidente com o avião da Gol, a história quase se repetiu na noite desta segunda-feira, desta vez em Brasília. O piloto de um jato da TAM que chegava à capital federal, vindo de São Paulo, foi obrigado a fazer uma manobra de emergência para evitar uma colisão com outro avião. A ameaça foi detectada pelo sistema de segurança do jato, um Airbus A319. A torre de controle do aeroporto de Brasília não percebeu que havia dois aviões na mesma rota.

O avião da TAM fazia o voo 3712, que partira do aeroporto de Congonhas pouco depois das 19 horas. Com capacidade para carregar 144 pessoas, a aeronave estava praticamente lotada. Faltando cerca de 15 minutos para o pouso em Brasília, os passageiros se assustaram com uma manobra brusca e com o barulho ensurdecedor provocado pela aceleração repentina das turbinas. O avião que se aproximava do A319 era de pequeno porte, segundo uma fonte da companhia aérea.

O susto durou poucos segundos. O suficiente para deixar os passageiros em pânico. “Pensei que ia acabar tudo, que o avião ia cair. Nunca tinha passado por isso”, diz o ator Gustavo Valliatti, que mora em São Paulo e foi a Brasília participar de uma gravação. “Não era um movimento típico de turbulência. Fiquei mais surpreso ainda quando soube que a gente estava numa possível rota de colisão”, relata o bancário Sérgio Pimentel, morador da capital federal.

Depois do susto, o comandante usou o sistema de som do avião para explicar o ocorrido: a manobra, feita manualmente, livrara a aeronave de uma colisão. Funcionários da TAM disseram que, durante o momento crítico, o piloto fez o avião subir  1.500 pés (cerca de 450 metros), o suficiente para evitar o que poderia ser uma tragédia.

O avião pousou em segurança em Brasília. Nenhum passageiro se feriu. A Aeronáutica informou que está apurando o ocorrido. A assessoria de imprensa da TAM não atendeu às ligações do site de VEJA.

Memória Em 29 de setembro de 2006, um avião da Gol que seguia de Brasília para Manaus caiu no Mato Grosso depois de se chocar com um jato Legacy, fabricado pela Embraer. 154 pessoas que estavam no voo da companhia brasileira morreram.

A investigação do caso mostrou que os pilotos do jato, dois americanos,  não tinham percebido que o aparelho que permitiria o rastreamento da aeronave estava desligado. Ambos sofreram penas brandas: Joseph Lepore e Jan Paul Paladino foram condenados a quatro anos e meio de prisão em regime semi-aberto, punição que foi substituída pela prestação de serviços comunitários.

No Brasil, dois controladores de voo foram julgados por causa do episódio. Um deles foi absolvido. O outro, Lucivanco Tibúrcio de Alencar, foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, pena também transformada na prestação de serviços comunitários.

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