Maranhão

Após adiar compra de lagosta, Maranhão agora quer banquete com uísque e caviar

Governo Roseana Sarney abriu nova licitação nesta quinta-feira para comprar bebidas importadas e pratos sofisticados para eventos oficiais

Bruna Fasano
Roseana Sarney, ex-senadora (PMDB-MA) e atual governadora do Maranhão

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) (Joedson Alves/AE/VEJA)

Às voltas com uma crise no sistema prisional do Estado, o governo do Maranhão abriu um pregão para comprar uísque escocês, champanhe, caviar e vinhos importados, no valor de 1,4 milhão de reais. O edital foi publicado nesta quinta-feira no site da Comissão Central Permanente de Licitação. O pregão está marcado para o próximo dia 17 e o contrato terá vigência até o final do ano.  

Esta é a segunda compra de luxo publicada pelo governo do Maranhão nesta semana. Na quarta-feira, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que a administração estadual havia aberto licitação para comprar 80 quilos de lagosta fresca e 1,5 tonelada de camarão para abastecer a residência oficial e a casa de praia da governadora Roseana Sarney (PMDB). A compra, entretanto, foi adiada nesta quinta.

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O novo edital determina que a empresa vencedora da licitação deverá fornecer champanhe para as recepções, jantares, coquetéis e brunchs oficiais. As bebidas devem ser servidas em “mil copos e taças de cristal para vinho branco, tinto, água, champanhe, licor e uísque”. O edital alerta que “durante os eventos, deverão ser servidos em quantidades suficientes para todos os convidados bebidas, entradas, almoços e jantares”.

No menu de entradas, constam caviar, petiscos com carne de siri, bolinhos de bacalhau e patinhas de caranguejo. Como prato principal, estão na lista filé mignon ao molho de gorgonzola, salada de camarão, carne de carneiro, bacalhau com natas, pato ao molho de laranjas, risoto de lagostas e peru. 

Para ornamentar jantares e coquetéis, a empresa que vencer a licitação deverá providenciar tapetes estilo persa Golpayagan Sherkat Floral – um modelo similar está à venda na internet por até 24.000 reais.

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    Felipe Frazão

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    Felipe Frazão

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    Felipe Frazão

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  • Comoção marca velório da menina que morreu após ser queimada em ônibus. Centenas de pessoas estão levando os sentimentos à família da menina Ana Clara, que morreu na manhã desta segunda-feira (6), no Hospital Juvêncio Matos, em São Luís

    Honório Moreira/OIMP/D.A Press

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  • Penitenciário de Pedrinhas - Maranhão

    Divulgação/ Governo do Maranhão

  • Armas artesanais e celulares foram apreendidos durante revista da PM no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

    Francisco Silva/Jornal Pequeno

  • Armas artesanais e celulares foram apreendidos durante revista da PM no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

    Francisco Silva/Jornal Pequeno

  • Armas artesanais e celulares foram apreendidos durante revista da PM no Complexo Penitenciário de Pedrinhas

    Francisco Silva/Jornal Pequeno

  • Ônibus incendiado no bairro do João Paulo, em São Luís (MA) na noite da sexta-feira (03)

    Karlos Geromy/OIMP/D.A Press

  • Ônibus foram incendiados em São Luís no Maranhão na sexta-feira (03), em retaliação à ocupação, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas pela polícia militar

    Francisco Silva/Jornal Pequeno/EFE

  • Ônibus foram incendiados em São Luís no Maranhão na sexta-feira (03), em retaliação à ocupação, do Complexo Penitenciário de Pedrinhas pela polícia militar

    Francisco Silva/Jornal Pequeno/EFE

  • Presos filmam decapitados em penitenciária no Maranhão

    Reprodução

  • Presos filmam decapitados em penitenciária no Maranhão

    Reprodução

  • Detendo ferido dentro de presídio em Pedrinhas, no Maranhão

    Reprodução TV Folha

  • São Luís - MA. Rebelião na casa de detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital maranhense, deixou o saldo de nove mortos e 20 feridos

    Honório Moreira/OIMP/D.A Press

  • São Luís - MA. Rebelião na casa de detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital maranhense, deixou o saldo de nove mortos e 20 feridos

    Honório Moreira/OIMP/D.A Press

  • Rebelião na casa de detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital maranhense, deixou o saldo de nove mortos e 20 feridos em outubro de 2013

    Honório Moreira/OIMP/D.A Press

  • São Luís - MA. Polícia Federal, Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) visitam os presídio de São Luís

    Karlos Geromy/OIMP/D.A Press

  • Polícia Militar só controlou a situação após carnificina no presídio em São Luís

    Reprodução/TV Globo

  • Rebelião na casa de detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital maranhense, deixou o saldo de nove mortos e 20 feridos em outubro de 2013

    Honório Moreira/OIMP/D.A Press

  • Rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão em 2010

    Neidson Moreira/OIMP/D.A Press

  • Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão

    A.Baêta/OIMP/D.A Press

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Barbárie no presídio de Pedrinhas (MA)

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Estupros

Relatório do CNJ denunciou a prática de abuso sexual contra esposas, irmãs e filhas de presos pelos chefes das organizações criminosas. Segundo o juiz do CNJ Douglas de Melo Martins, encarcerados por crimes menores prostituem familiares para não serem mortos pelos líderes das facções, que ditam as regras no presídio. As visitas íntimas acontecem com as celas abertas e em ambientes coletivos.

Por que o presídio de Pedrinhas entrou em colapso

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Presídio armado

Ao assumir a segurança de Pedrinhas, a Polícia Militar apreendeu 200 armas improvisadas e 30 celulares com os detentos. Uma semana depois, em nova vistoria, foram recolhidas dezesseis armas brancas, 22 munições de revólver calibre 38 e três celulares.

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