Mais Lidas

  1. O PT assaltou até funcionários públicos endividados

    Brasil

    O PT assaltou até funcionários públicos endividados

  2. Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

    Mundo

    Entenda a diferença entre Inglaterra, Grã-Bretanha e Reino Unido

  3. Gospel Ana Paula Valadão é criticada por foto no velório da avó

    Entretenimento

    Gospel Ana Paula Valadão é criticada por foto no velório da avó

  4. Pronto, os ingleses falaram. E falaram grosso

    Mundo

    Pronto, os ingleses falaram. E falaram grosso

  5. Zezé Di Camargo alfineta Wesley Safadão: 'Emergente'

    Entretenimento

    Zezé Di Camargo alfineta Wesley Safadão: 'Emergente'

  6. Roger Abdelmassih é indiciado novamente por estupros

    Brasil

    Roger Abdelmassih é indiciado novamente por estupros

  7. Como os brasileiros que vivem no Reino Unido serão afetados pela saída da UE

    Mundo

    Como os brasileiros que vivem no Reino Unido serão afetados pela...

  8. A peixaria de R$ 21 milhões usada na compra do jatinho de Campos

    Brasil

    A peixaria de R$ 21 milhões usada na compra do jatinho de Campos

13 de março: até oposição é vaiada por manifestantes

Sobrou para poucos. Oposicionistas como os tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin também foram alvo de vaias.

- Atualizado em

Protesto contra o governo de Dilma Rousseff, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na tarde deste domingo (13)
Protesto contra o governo de Dilma Rousseff, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), na tarde deste domingo (13)(Nacho Doce/Reuters)

Era para ser a primeira manifestação de sintonia fina entre políticos da oposição e eleitores insatisfeitos que pedem o impeachment de Dilma. O que ocorreu, no entanto, saiu do script previsto principalmente para os tucanos.

Em São Paulo, sobrou para poucos. O tucanos Aécio Neves e o governador Geraldo Alckmin foram hostilizados por manifestantes na Avenida Paulista. Os tucanos foram chamados de "oportunistas" e "ladrão" e ainda tiveram que escutar "Fora Aécio! Fora Alckmin!" e "o próximo é você". Sobre os gritos de manifestantes em referência a citações ao seu nome na Lava-Jato, Aécio disse que "todas as citações têm que ser investigadas e elas estão desmontando porque são falsas".

Nova cara da oposição, a senadora Marta Suplicy (PMDB), ex-petista que defende o impeachment, foi hostilizada enquanto discursava em frente à Fiesp. Manifestantes gritavam "Fora PT" e "Minha bandeira jamais será vermelha", em referência ao antigo partido da senadora. Em Brasília, o deputado federal Jair Bolsonário (PP-RJ) foi impedido de discursar em um dos carros de som da manifestação na capital.

No Rio de Janeiro, um dos principais alvos foi a ala fluminense do PMDB que apoia o governo de Dilma Rousseff. Sobraram vaias a politicios pemedebista Leonardo Picciani, Pedro Paulo, Eduardo Paes e Fernando Pezão. Os políticos da oposição, como Otavio Leite (PSDB), Carlos Roberto Osório (PSDB) Indio da Costa (PSD), Rodrigo Maia (DEM) não tiveram problemas para circular entre manifestantes.Indio da Costa e Otávio Leite conseguiram, inclusive, subir nos carros de som para falar.

No Recife, a oposição não teve problema para circular entre os manifestantes na orla de Boa Viagem. Os deputados Jarbas Vasconcelos (PMDB), Mendonça Filho (DEM) e Augusto Coutinho (Solidariedade) foram ao ato na companhia de amigos, familiares e correligionários. Já em Maceió, todos os três senadores alagoanos Renan Calheiros (PMDB), Fernando Collor (PTB) e Benedito de Lira (PP) foram alvo de vaias.

Candidata com mais de 20 milhões de votos nas duas últimas eleições, Marina Silva e Rede Sustentabilidade se limitaram a publicar uma nota destacando o direito de manifestação e as investigações da Lava-Jato. "Como já deixou claro em outras ocasiões, a REDE entende que o impeachment não é um golpe e reitera seu integral apoio ao aprofundamento das investigações sobre o maior esquema de desvio de recursos públicos já identificado no país, com a participação direta e intensa dos principais partidos de sustentação do governo. Quanto mais evidentes os indícios de que a corrupção da Petrobras foi a base financeira da campanha do PT-PMDB, maior o imperativo ético de uma resposta via TSE."

​(com Estadão Conteúdo)