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Vice-chanceler venezuelana afirma que crise ambiental deveria ser “oportunidade para fazer negócios”

Chávez não apareceu, mas mandou Claudia Salerno para defender seu ponto de vista: Venezuela possui modelos "revolucionários" de desenvolvimento sustentável, diz ela

Hugo Chávez não veio. Mas a Venezuela, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, atacou o capitalismo e a “economia verde” em seu discurso de plenária na Rio+20. “Por definição, a única coisa verde é o papel do dinheiro, o dólar”, disse Claudia Salerno, vice-chanceler do país. “A crise ambiental seria uma boa oportunidade de fazer negócios”, resumiu, provocando urticárias nos defensores da economia verde.

Claudia repetiu argumentos desferidos por Evo Morales, presidente da Bolívia. “Vivemos um colonialismo verde”, disse. “É preciso ter uma nova ética no mundo, para um novo comportamento. Não existe desenvolvimento sustentável sem humanismo, não é possível crescer nesse modelo imposto ao mundo”, disse. “Fica claro que, para os países ricos, a erradicação da pobreza não faz parte do seu sistema de valores”, disse.

De acordo com Claudia, a Venezuela possui modelos “revolucionários” de desenvolvimento sustentável. “A energia fóssil será no curto e médio prazo a maior fonte de energia do mundo e nosso país está completamente comprometido com a eficiência da energia. É por isso que a Venezuela mantém 70% de sua produção energética a partir de hidroelétricas”, afirmou

O discurso da Venezuela terminou lembrando as responsabilidades comuns, porém diferenciadas, conceito que coloca na conta dos países ricos a responsabilidade de ajudar países mais pobres a se desenvolver sustentavelmente. “Queremos felicitar o Brasil, pois contamos com um documento que permite avançar de forma coletiva para o futuro que precisamos e não apenas para o futuro que alguns querem”, disse Claudia.