Vazamento de lama tóxica na Hungria deixa quatro mortos

Mais de 160 ficaram feridos e governo do país decretou estado de emergência

É o acidente químico mais grave da história do país, segundo o secretário de Estado do Ministério do Meio Ambiente

O governo da Hungria decretou estado de emergência em três regiões do país após o vazamento de lama tóxica de uma empresa de alumínio. Na segunda-feira, o depósito da fábrica que fica na cidade de Ajka, 165 quilômetros a oeste da capital Budapeste, rompeu-se e os resíduos se espalharam por várias localidades. Quatro pessoas morreram, após serem arrastadas pelo lodo, 166 ficaram feridas seis estão desaparecidas.

Ainda não se sabe as causas do acidente químico – o mais grave da história da Hungria segundo o secretário de Estado do Ministério do Meio Ambiente, Zoltan Illés, que visitou uma das cidades afetadas. “É uma catástrofe ecológica”, lamentou. A lama vermelha é um resíduo tóxico da produção do alumínio, muito corrosivo e que contém chumbo. A produção de uma tonelada de alumínio gera quase três toneladas do produto.

O alerta atinge as cidades de Veszprem, Gyor-Moson-Sopron e Vas. Os feridos sofreram queimaduras de diferentes graus ao entrarem em contato com a substância corrosiva, e oito deles estão em estado grave. O vazamento ainda ameaça três rios húngaros, incluindo o Danúbio, o segundo rio mais longo da Europa, informou a agência MTI.

Para evitar que a substância cause maiores danos, as equipes de resgate, em helicópteros, tentam lançar gesso sobre a lama tóxica, assim como diferentes produtos neutralizadores sobre o Rio Marcal. Em Devecser, no condado de Veszprem, a água contaminada inundou mais de 400 casas, obrigando a evacuação de seus habitantes. Nos locais afetados foi proibida a circulação da população até que as operações de resgate sejam concluídas.

(Com agências France-Presse e EFE)