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Após tremor com 530 mortos, Irã registra novo terremoto

Sismo de 4,3 graus foi registrado em província vizinha de região afetada pelo terremoto de domingo, que deixou pelo menos 530 mortos no país

Um novo terremoto atingiu o oeste do Irã nesta terça-feira. O tremor de 4,3 graus na escala Richter foi registrado na província de Lorestan, na fronteira com Kermanshah, região que foi devastada neste domingo por um terremoto de magnitude 7,3. O Centro Sismológico do Irã indica que o sismo aconteceu às 7h58 (horário local, 2h28 de Brasília). Por enquanto, não há informações sobre vítimas ou danos materiais, segundo informa a agência oficial iraniana.

A televisão estatal do país divulgou nesta terça-feira que as operações de resgate foram encerradas nas áreas afetadas pelo tremor deste domingo. Ao menos 14 províncias iranianas foram atingidas, e cerca de 30.000 casas ficaram destruídas. O fornecimento de água e luz segue cortado nas áreas mais afetadas. Os últimos números divulgados pela IRNA, agência estatal iraniana, atestam que ao menos 530 morreram em decorrência do terremoto, o mais devastador do ano no mundo.

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O presidente iraniano Hassan Rohani visitou  nesta terça-feira a cidade de Kermanshah, capital da província homônima, onde garantiu a mobilização de recursos do governo para lidar com a questão e empréstimos para a reconstrução das casas na região. “Não há um iraniano que não esteja pensando hoje no povo de Kermanshah”, disse Rohani sobre a região, onde está concentrada parte da população curda iraniana. Teerã declarou luto nacional como homenagem às vítimas.

O terremoto foi de 7,3 graus na escala Richter (VEJA.com/VEJA.com)

Milhares de pessoas estão se amontoando em acampamentos improvisados, enquanto outros passaram a segunda noite ao ar livre, com medo de mais tremores após 193 abalos secundários, informa a televisão iraniana. O terremoto na região de  Kermanshah foi o mais mortal do país desde 2003, quando tremores na província de Kerman, deixaram 31.000 mortos. A maior catástrofe do tipo foi registrada em 2000. Na situação, 37.000 pessoas morreram no norte do país.

(Com EFE e Reuters)