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‘Super-heróis’ entram em ação contra massacres em Alepo

Campanha nas redes sociais usando imagens dos super-heróis denuncia massacres na Síria

Os ativistas do grupo rebelde Forças Revolucionárias da Síria lançaram uma campanha através das redes sociais pela internet usando imagens dos super-heróis do filme Os Vingadores para denunciar os massacres em Alepo. Em comunicado, a organização explicou que o objetivo da campanha, batizada como “Os Vingadores de Alepo”, é “enviar uma mensagem da Síria a todo o mundo de que ‘vosso silêncio e complacência estão nos matando e obrigando a nos deslocar”.

Para isso, o grupo divulgou várias imagens no Twitter e Facebook com montagens nas quais são vistas cenas de ruas destruídas pelos bombardeios na cidade de Alepo (norte), nas quais aparece algum super-herói, como Thor, Hulk e Capitão América. Outras fotografias mostram adultos e menores sírios com desenhos em suas mãos dos super-heróis e com mensagens como “Vingadores, juntos, salvem Alepo”.

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As Forças Revolucionárias da Síria agregaram em sua nota que pretendem mostrar o sofrimento dos sírios em Alepo e criticaram a comunidade internacional por seu “silêncio” e “a perda da humanidade” no país árabe. Os ativistas lamentaram que os sírios estejam morrendo pelas armas químicas, foguetes e bombas, entre outros, “enquanto o mundo assiste”. A organização atribuiu ao governo de Damasco e às milícias sírias, iraquianas, libanesas e afegãs que o apoiam, assim como ao Exército russo, o assassinato dos sírios.

Pela terceira semana consecutiva, bombardeios aéreos do regime sírio e seu aliado russo continuavam atingindo o leste de Alepo. Isto ocorre desde 22 de setembro, quando teve início uma ampla ofensiva do exército sírio para recuperar a parte da cidade das mãos dos insurgentes desde 2012. “Vários bairros do leste de Alepo foram intensamente bombardeados desde a madrugada até agora”, disse à agência AFP nesta sexta-feira Rami Abdel Rahman, diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que não pôde fornecer até o momento um número exato de vítimas.

(Com EFE e AFP)