Ressaca eleitoral: sobrinha de Marine Le Pen deixará a política

Jovem estrela da Frente Nacional, deputada Marion Maréchal-Le Pen frustra seu partido e anuncia que não concorrerá à reeleição na França

Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha da ex-candidata presidencial francesa Marine Le Pen, anunciou na terça-feira que irá se afastar da política e não disputará um novo mandato legislativo. A decisão da jovem deputada, estrela em ascensão da Frente Nacional (FN), mesmo partido de sua tia, enfraquece a extrema direita antes das eleições para a Assembleia Nacional, em junho.

A derrota de Marine Le Pen para Emmanuel Macron nas eleições presidenciais da França, no domingo, desencadeou uma rara exibição pública de desavença no topo do partido, agravada pelo comunicado de Marion.

“Vocês conhecem minha história, vocês sabem que estive no mundo político minha vinda inteira. Aos 27, é momento de deixá-lo por um tempo”, disse Marion em sua conta no Facebook. “Não estou abandonando para sempre esta batalha política”, acrescentou.

“Lamento profundamente”, tuítou Marine Le Pen.

“Deserção”, criticou Jean-Marie Le Pen, cofundador da Frente Nacional e avô da parlamentar.

A Frente Nacional enfrenta um momento de fortes disputas internas de poder e Marion apresenta posições mais radicais que sua tia em questões sociais. O posicionamento conservador-liberal da jovem loira, católica e próxima dos meios tradicionalistas e antiaborto, a fez muito popular, especialmente no sul do país.

Alguns percebiam nela uma alternativa, num momento em que a legitimidade de Marine Le Pen é questionada em razão de sua derrota para o centrista Macron (eleito com 66,10% dos votos), embora tenha obtido um número histórico de votos no segundo turno (10,6 milhões).

Em várias ocasiões, a deputada, mãe de uma menina de dois anos, expressou seu desejo de embarcar em uma carreira no setor privado e passar mais tempo com sua família.

(com AFP)

Comentários

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  1. Ataíde Jorge de Oliveira

    A_BieNTôT
    MA R Ï O N

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  2. Alexandre Macedo

    Ser católico, conservador e anti-aborto é ser “radical” de “extrema-direita”.

    Que mundo olímpico esse dos jornalistas!

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