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Resgate de 33 mineiros presos pode demorar até 4 meses

Equipe responsável teme que desmoronamento acabe com refúgio

Após os chilenos comemorarem a sobrevivência de 33 mineiros presos há 18 dias sob uma mina no norte do Chile, especialistas admitem que o resgate ainda pode demorar de três a quatro meses. Nesta segunda-feira, as equipes responsáveis reforçaram o pequeno buraco que permitiu a comunicação com os trabalhadores, mas seus esforços avançam lentamente, diante do temor de um desmoronamento que acabe com o refúgio.

No domingo, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, informou que os mineradores presos estavam vivos. Em frente a mina em San José, situada a 800 km ao norte de Santiago, Piñera leu uma mensagem que foi enviada pelos funcionários: “Estamos bem, no refúgio, os 33”. Os mineiradores – 32 chilenos e um boliviano – estão presos desde 5 de agosto em um refúgio construído para esse tipo de emergência a 700 metros de profundidade, com oxigênio, água e comida.

Segundo o presidente, eles só conseguiram enviar a mensagem porque prenderam o papel em uma peça de uma máquina perfuradora. “Isto saiu das entranhas da terra”, disse Piñera, enquanto mostrava o papel que os operários enviaram para a superfície. “É a mensagem dos nossos mineiros que nos dizem que estão vivos, que estão unidos”, acrescentou o presidente.

O ministro da Mineração, Laurence Golborne, afirmou que os esforços se concentrarão no resgate dos operários. “Agora temos que continuar trabalhando. Temos que preparar a sonda para poder levar hidratação, alimento, luz e comunicação. Mas o mais importante já chegou: o apoio moral”, disse.

Andrés Sougarret, engenheiro encarregado das operações de resgate, disse à imprensa que uma câmera será introduzida imediatamente para permitir ter contato visual com os mineiros e ver como eles estão. Além disso, o objetivo é utilizar a sonda para enviar alimentos. “Primeiro, glicose, e depois outros tipos de alimento”, afirmou.

Anteriormente, Sougarret havia dito que uma operação de resgate só deveria ocorrer em quatro meses. Segundo ele, para a operação é necessário usar uma máquina mais potente do que a que é utilizada atualmente. Desde o início, os trabalhadores do resgate enfrentaram vários problemas para encontrar o caminho certo: devido a dificuldades topográficas, eles perfuraram locais errados. Por conta disso, acreditou-se que não seria possível encontrar os mineradores com vida.

(Com agência France-Presse)