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Oposição menciona constituição e se reapresenta como alternativa a Chávez

Segundo o secretário-geral do Mesa da Unidade Democrática (MUD), oposição está "preparada para cumprir sua responsabilidade" caso seja necessário convocar novas eleições na Venezuela

A oposição venezuelana afirmou neste domingo ser uma alternativa “oportuna” caso novas eleições tenham de ser convocadas no país. Neste sábado, o ditador Hugo Chávez anunciou a volta do câncer diagnosticado em junho de 2011. Ele viajará a Cuba para se submeter à quarta cirurgia em 18 meses. “Somos uma alternativa séria e preparada para cumprir com sua responsabilidade. A Constituição nos dá segurança para seguir adiante”, disse o secretário-geral do programa Mesa da Unidade Democrática (MUD), Ramón Guillermo Aveledo, em entrevista à emissora venezuelana Globovisión.

Aveledo se refere ao artigo 233 da Constituição venezuelana, que prevê uma nova eleição em até 30 dias caso o presidente não possa dar início ao seu mandato. O próximo termo de Chávez começa em 10 de janeiro. O secretário-geral do MUD citou os 6,5 milhões de eleitores que optaram pela oposição no pleito de 7 de outubro, do qual Chávez saiu vitorioso. O partido ainda não mencionou o candidato que disputaria as prováveis eleições. Chávez, por sua vez, apontou o chanceler Nicolás Maduro como sucessor.

A Assembleia Nacional aprovou neste domingo permissão para Chávez se ausentar do país por mais de cinco dias para ser tratado em Cuba.

Em outubro, Chávez venceu a disputa eleitoral apertada contra Henrique Capriles, do partido Primeira Justiça, que ficou com 44,97% dos votos. Chávez foi eleito com 54,43%. Capriles venceu as prévias do MUD, que contaram com cinco dos seis candidatos de oposição a Chávez.

Apoio – Chávez recebeu neste domingo mensagens de apoio de chefes de estado alinhados com seu discurso bolivariano, entre eles Rafael Correa, do Equador, e Evo Morales, da Bolívia. Os narcoterroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) também se solidarizaram com o venezuelano. “Queremos prestar nossa solidariedade e apoio ao presidente Hugo Chávez nesse momento difícil. Fazemos votos para sua pronta recuperação”, disse o líder de negociações das Farc Iván Márquez ,neste domingo, em Havana, Cuba. Márquez, cujo verdadeiro nome é Luciano Marín Arango, está na capital cubana em reunião com representantes do governo colombiano.