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Obama propõe reforçar associação com A.Latina e reivindica democracia

Cartagena (Colômbia), 14 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu neste sábado reforçar a associação com a América Latina para aproveitar a boa posição do continente frente aos desafios da globalização, ao ressaltar que o progresso econômico está estreitamente ligado à democracia.

‘Não há economia bem-sucedida sem democracia e segurança’, disse Obama ao encerrar o fórum de empresários em Cartagena (Colômbia), um dia depois de chegar na cidade para participar da Cúpula das Américas que começa neste sábado.

Acompanhado pelo presidente da Colômbia e anfitrião do encontro, Juan Manuel Santos, e pela brasileira Dilma Rousseff, Obama elogiou os dois, que ‘vêm de tradições políticas distintas’, por ser exemplos de ‘Governos transparentes’ que levaram seus países ao crescimento econômico.

‘Nosso continente está em muito boa posição’ diante dos desafios da globalização atual, destacou Obama ao enfatizar a necessidade de preservar os valores da democracia, o respeito aos direitos humanos e a segurança.

Nessa linha, o presidente voltou a defender por ‘promover a democracia em Cuba’.

A incorporação de Cuba à Cúpula das Américas, reivindicada pela maioria dos países latino-americanos e rejeitada pelos Estados Unidos, que argumenta que a ilha não cumpre com os requisitos democráticos dos demais, centrou as semanas prévias à reunião continental.

Esse assunto complicou nesta sexta-feira a reunião de chanceleres para preparar a cúpula. Segundo países como Argentina, Uruguai e Venezuela, não haverá declaração final.

Obama ressaltou, no entanto, no fórum os ‘benefícios do livre-comércio’ entre os países do continente.

Citou como exemplo o Tratado de Livre-Comércio (TLC) entre os EUA e a Colômbia como ‘ganho para os dois lados’, assunto que precisamente abordará neste domingo em sua reunião com Santos ao fim da cúpula, já que esse acordo ainda não entrou em vigor.

Obama quer aproveitar a cúpula que começa hoje para enfatizar precisamente a importância de aumentar os vínculos comerciais e econômicos com o continente. EFE