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Obama ataca Trump, defende imigrantes e faz campanha para Hillary

Em um discurso, o presidente americano não mencionou o magnata, mas disse que a 'grandeza dos EUA não está na construção de muros, mas na construção de oportunidades

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, subiu no palanque como um cabo eleitoral e fez na noite desta quinta-feira um discurso alinhado com as bandeiras políticas defendidas pelos democratas na campanha presidencial americana. A principal beneficiária das palavras de Obama foi a ex-secretária de Estado e pré-candidata à Presidência Hillary Clinton, que também discursou no mesmo evento em Washington. Mesmo sem mencionar o pré-candidato republicano Donald Trump, a Obama atacou diretamente o discurso e as propostas defendidos pelo magnata. O líder americano afirmou que o “sentimento anti-imigrante” nos Estados Unidos não é novo, mas é um erro.

Obama também criticou as palavras “incendiárias” e as posições que defendem “as bandeiras da intolerância”. Durante seu discurso na cerimônia de premiação do Instituto do Caucus Hispânico do Congresso, realizada em Washington. “Liderança não é avivar as chamas da intolerância e depois se fazer de surpreso quando acontece um incêndio. O sentimento anti-imigrante que infectou nossa política não é novo, mas é um erro”, disse Obama. “A grandeza dos Estados Unidos não está na construção de muros. Nossa grandeza está na construção de oportunidades”, disse o presidente aos presentes, e lembrou que, com exceção dos índios nativos, “todos nos Estados Unidos vieram de outro lugar”. Aplaudido em várias ocasiões pelos presentes, Obama resgatou um dos lemas mais efetivos de sua campanha de reeleição: “Não vaiem, votem. Porque os políticos não ouvirão suas vaias, mas seus votos”, acrescentou o líder.

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Além disso, o presidente lembrou que o bloqueio no Congresso da reforma das leis de imigração não pode continuar sendo justificado com argumentos falsos, quando os números demonstram que a segurança fronteiriça é mais efetiva do que nunca e os especialistas coincidem em afirmar que a reforma representaria um impulso para a economia do país.

Obama enfatizou que é importante que os latinos se registrem para votar nas próximas eleições e não façam de seu silêncio político uma vitória para aqueles que pretendem restringir seus direitos. Em seu discurso, Obama fez uma retrospectiva das conquistas de seu mandato, desde a drástica redução do desemprego, também entre os latinos, até o aumento do acesso aos planos de saúde, passando pela geração atual de emprego que contrasta com a destruição de milhares de postos de trabalho durante o período em que chegou à Casa Branca. No entanto, o presidente reconheceu que as mudanças não se alcançam de um dia para outro, “nem em uma legislatura, nem durante o mandato de um presidente”, e pediu aos presentes e à comunidade latina que votem para continuar trabalhando por essas mudanças.

(Da redação)