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‘Não sejam cúmplices da Argentina’, diz ministro britânico

Recado foi dado por William Hague aos vizinhos latinos Brasil, Uruguai e Chile

O ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague, afirmou nesta terça-feira que os países sul-americanos “não devem ser cúmplices da Argentina” ao participarem do bloqueio proposto pelo governo de Cristina Kirchner para impedir que barcos com bandeira das Ilhas Malvinas atraquem em portos do continente.

No mês passado, durante a 42ª Cúpula dos países do Mercosul, em Montevidéu, os governos de Brasil, Uruguai e Chile apoiaram o pedido de Buenos Aires de vedar seus portos a embarcações das Malvinas, como parte da política argentina de reivindicar a soberania das ilhas, um território britânico.

Ilhas Malvinas

As Ilhas Malvinas são um grupo de ilhas no Atlântico Sul. Elas pertencem à Inglaterra, mas são reinvidicadas pela Argentina desde 1833. Cerca de 3.000 britânicos vivem no território cuja principal fonte de renda vem da pesca e cultivo de frutos do mar.

De acordo com o jornal argentino Clarín, o ministro britânico disse que o bloqueio portuário é ilegal e pediu aos países sul-americanos que não apoiassem o propósito argentino de “intimidar uma população civil inocente por meio de pressão econômica”.

Repercussão – Segundo Hague, diplomatas das Grã-Bretanha procuraram os governos de Brasil, Uruguai e Chile logo após o Mercosul emitir uma declaração em apoio à pretensão argentina. A medida adotada pelo bloco regional provocou ainda a convocação do embaixador do Uruguai em Londres, o qual foi comunicado sobre “as sérias preocupações” da Grã-Bretanha, que já declarou não pretende abrir mão de sua sobreania sobre as ilhas.

Em 2012, faz 30 anos que Argentina e Grã-Bretanha se enfrentaram na Guerra das Malvinas. Em 1982, os dois países entraram em conflito pela posse das ilhas, cuja soberania é reivindicada por Buenos Aires desde 1833.