Na Argentina, Merkel defende acordo com Mercosul

Em 2018, a Argentina assumirá a liderança do G20 no lugar da Alemanha

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, elogiou a abertura da economia argentina desde a chegada do presidente Mauricio Macri ao governo, em dezembro de 2015, e pediu para lutar contra o antissemitismo. Ela iniciou nesta quinta-feira uma visita de 26 horas a Buenos Aires.

Em meio a uma impressionante operação de segurança após os recentes atentados na Europa, Merkel se reuniu com empresários e visitou uma das principais sinagogas de Buenos Aires. “Esta visita, minha primeira à Argentina como chanceler, ocorre em um momento em que o presidente Macri reabre seu país aos mercados financeiros depois de um longo período de fechamento e proibição”, disse a chefe de Estado em um hotel de Buenos Aires, onde se reuniu com diretores de grandes empresas alemãs.

Merkel elogiou “a política de abertura” de Macri e argumentou que isso “se pôde ver em sua vontade de assumir a presidência do G20 e no fato de a conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC)  acontecer aqui (na Argentina)” em dezembro. Em 2018, a Argentina assumirá a liderança do G20 no lugar da Alemanha, tema que faz parte da agenda do encontro bilateral.

A chanceler defendeu, ainda, um acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, um dos principais temas da agenda nesta visita. “Ficamos satisfeitos que depois de um ano de interrupção tenham sido relançadas as negociações para um acordo comercial entre Mercosul e União Europeia”, afirmou.

Comentários

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  1. José Carlos Lopes de Oliveira

    Alemanha e Argentina sempre se deram muito bem. Inclusive depois da segunda guerra mundial, onde muitos nazistas se transferiram para o sul da América através da Argentina.

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