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Junta militar promete entregar poder antes de julho de 2012

Partidos políticos egípcios se reuniram com comandantes militares hoje

Os partidos políticos do Egito e a Junta Militar que governa de forma interina o país firmaram nesta terça-feira um acordo para a formação de um “governo de união nacional” e a realização de eleições presidenciais antes do dia 30 de junho de 2012, anunciou o porta-voz do partido salafista Al Nour, Mohammed Noor. Participaram da reunião as principais legendas do Egito, incluindo a Irmandade Muçulmana, e o vice-presidente do Conselho Supremo das Forças Armadas, Sami Anan.

Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, egípcios iniciaram, em janeiro, sua série de protestos exigindo a saída do então presidente Hosni Mubarak.
  2. • Durante as manifestações, mais de 850 rebeldes morreram em choques com as forças de segurança de Mubarak que, junto a seus filhos, é acusado de abuso de poder e de premeditar essas mortes.
  3. • Após 18 dias de levante popular, em 11 de fevereiro, o ditador cede à pressão e renuncia ao cargo, deixando Cairo.
  4. • No lugar dele, assumiu a Junta Militar que segue governando o Egito até as eleições.

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O candidato presidencial Mohammed Selim al Awa, que participou do encontro, disse que o governo terá a missão de atingir os objetivos da revolução de 25 de janeiro.

A reunião acontece depois que o governo do primeiro-ministro Essam Sharaf pediu demissão em consequência dos protestos que terminaram com 20 pessoas mortas em quatro dias. A onda de violência é a pior desde as manifestações que puseram fim ao regime ditatorial de Hosni Mubarak no início do ano.

Enquanto isso, milhares de egípcios seguem ocupando a emblemática Praça Tahrir, no Cairo, para exigir que a Junta Militar entregue o poder a uma autoridade civil.

Enfrentamentos ocorrem na via que liga a praça ao Ministério do Interior, na Rua Mohammed Mahmoud. Os manifestantes entoam palavras de ordem que pedem a queda da Junta Militar e a transferência de poder.

(Com agência EFE)