Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Greenpeace propõe lei para proibir desmatamento no Brasil

Rio de Janeiro, 15 jun (EFE).- A Greenpeace solicitou nesta sexta-feira durante a Cúpula dos Povos, iniciada hoje no Rio de Janeiro, que o Brasil proíba por lei o desmatamento de todas suas florestas.

A organização ambientalista lançou uma campanha de recolhimento de assinaturas para transformar sua proposta em uma iniciativa legislativa.

O diretor internacional do Greenpeace, Kumi Naidoo, afirmou em discurso que o Brasil demonstrou não haver conflito entre o crescimento econômico e a redução das taxas de desmatamento da Amazônia, que diminuíram paulatinamente nos últimos seis anos.

Com isso, Naidoo pediu para a presidente brasileira, Dilma Rousseff, assinar o pedido, que necessita de 1,4 milhões de assinaturas para se transformar em um projeto de lei.

‘É inaceitável que o mesmo país que vai a abrigar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos tenha casos de escravidão, violação dos direitos humanos e de traição ao futuro de nossos filhos’, disse o líder do Greenpeace.

Enquanto isso, o diretor da campanha amazônica do Greenpeace, Paulo Adario, explicou que o desmatamento é responsável por entre 14% e 20% das emissões de dióxido de carbono do planeta. ‘Polui mais que toda a frota mundial de aviões, automóveis e navios’, informou o responsável do Greenpeace.

A Amazônia brasileira sofreu o desmatamento de 6,418 mil quilômetros quadrados de floresta no ano passado, 77% inferior à registrada em 2004, segundo dados oficiais.

A apresentação da campanha contou com a participação de dois deputados e responsáveis do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e da Igreja Católica.

O deputado José Sarney Filho, do Partido Verde, afirmou que a única maneira de conseguir que a iniciativa prospere é com pressão popular, para contestar a ‘onda conservadora’ do Congresso.

A Cúpula dos Povos é o principal evento alternativo da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20, que reunirá uma centena de líderes na semana que vem no Rio. EFE