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França abre inquérito para investigar morte de Arafat

Viúva do ex-chefe da Autoridade Nacional da Palestina suspeita de assassinato

A Procuradoria de Nanterre, na França, abriu nesta terça-feira uma investigação judicial sobre as circunstâncias da morte de Yasser Arafat, ex-chefe da Autoridade Nacional da Palestina. O processo é consequência de uma ação apresentada pela víuva do palestino, morte em 2004 nos arredores de Paris. Suha Arafat suspeita que seu marido tenha sido envenado. A denúncia, também assinada pela filha do casal, Zahwa, é direcionada contra ‘autor desconhecido’.

O advogado da família Arafat na França, Pierre-Olivier Sur, explicou que a queixa “não prescreveu porque foi apresentada menos de dez anos depois dos fatos e tem como único objetivo estabelecer a verdade”.

Paralelamente, Suha e a direção da organização palestina informaram que especialistas do Instituto de Física de Radiação do Centro Hospitalar Universitário (CHUV), em Lausanne, vão viajar à Cisjordânia para analisar os restos mortais de Arafat. Caso a autópsia seja autorizada, os suíços vão procurar a substância radioativa polônio 210, encontrada em ‘quantidade anormal’ entre os pertences do palestino.

Os advogados da viúva de Arafat e de sua filha consideram “que este ato de investigação deve ser realizado em colaboração com a justiça francesa”.

Envenenamento – A hipótese de que Arafat teria sido envenenado não é nova, mas tomou novo fôlego no início do mês passado depois de reportagem exibida pelo canal Al Jazira.

Israel classificou de ‘ridículas’ a suspeita e acusou a emissora árabe de promover uma campanha contra o estado israelense.

Histórico – Arafat adoeceu em outubro de 2004 em Ramallah, na Cisjordânia, e foi transferido para o hospital militar de Percy, na França, onde morreu em 11 de novembro do mesmo ano. Na época, os palestinos afirmavam que o serviço secreto de Israel o havia assassinado e Suha não autorizou a autópsia.

(Com informações da Agência France-Presse e da EFE)