Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Exposição Universal em Milão é inaugurada sob protestos e com confrontos

Manifestantes s incendiaram carros e e jogaram pedras contra a polícia. Protesto tinha começado de forma pacífica e em clima de festa, mas exaltados partiram para a violência

Violentos confrontos explodiram nesta sexta-feira em Milão entre a polícia e dezenas de pessoas que usavam máscaras contra gases durante uma manifestação contra a Exposição Universal que foi inaugurada na cidade italiana. Os manifestantes incendiaram vários carros e latas de lixo e jogaram pedras e outros objetos contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo. O movimento cidadão ‘No Expo’ e outras organizações ativistas começaram a se reunir em um ambiente festivo para desfilar pelas ruas de Milão, mas o clima de festa e pacífico se dissipou após manifestantes mais exaltados entrarem em confronto com a polícia.

A Exposição Universal de Milão abriu as portas nesta sexta-feira para seis meses de debates e eventos a respeito da agricultura e a alimentação, sob a sombra dos protestos organizados pelos críticos do evento. Os primeiros visitantes chegaram durante a manhã para observar as dezenas de pavilhões, após meses de obras. A inauguração, na presença do primeiro-ministro italiano Matteo Renzi e de outras autoridades internacionais, aconteceu no grande teatro ao ar livre da Expo, onde o Cirque du Soleil se apresentará durante seis meses.

Leia também

Italiano desliga telefone duas vezes na cara do papa por achar que era trote

Apesar da forte presença das forças de segurança, os acessos à área da Expo permaneciam problemáticos, com dificuldades para a entrada de veículos e atrasos no metrô. Quase 140 países participam no evento, que prosseguirá até o fim de outubro com o lema oficial “Alimentar o planeta, energia para a vida”. Em meio a vários escândalos de corrupção, as obras da Expo acumularam atrasos e os operários se viram obrigados a trabalhar por vários meses em sistema de rodízio, 24 horas por dia.

A Itália espera receber quase 20 milhões de visitantes no evento, que o governo trata como o símbolo da recuperação econômica do país. Muitos criticam a forte presença das grandes multinacionais da indústria agroalimentar entre os patrocinadores, fato considerado contraditório com a mensagem humanista da Expo. O evento tem quase 80 pavilhões, sendo 54 administrados diretamente por países, nove dedicados a produtos concretos como café ou arroz e outros que abrigam empresas ou organizações da sociedade civil.

A Itália espera faturar quase 10 bilhões de euros (30 bilhões de reais), quase metade para o turismo em Milão e na região da Lombardia. Mas muitos manifestantes, reunidos no movimento ‘No Expo’, denunciam o gasto desnecessário de dinheiro público, as condições precárias dos trabalhadores e a exploração dos voluntários.

(Da redação)