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EUA tem reuniões bilaterais com México, China e Rússia à margem do G20

Washington, 15 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá reuniões bilaterais com seus colegas do México, Felipe Calderón, da China, Hu Jintao, e da Rússia, Vladimir Putin, à margem da cúpula do G20, segundo anunciou nesta sexta-feira a Casa Branca.

Obama e Calderón, anfitrião da reunião que começará na segunda-feira em Los Cabos, se reunirão antes do início da cúpula para revisar os progressos na relação bilateral, explicou em entrevista coletiva o conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes.

Em seguida, Obama terá um encontro bilateral com Putin para tentar avançar em uma ‘posição comum’ sobre o conflito na Síria e na terça se reunirá com Hu para repassar a situação da economia global, informou Rhodes.

Os líderes dos países da zona do euro que participarão da cúpula do G20 – Alemanha, França, Itália e Espanha -, também preparam uma reunião com Obama para analisar a crise do euro, segundo fontes do Executivo espanhol. No entanto, segundo as informações, a realização dessa reunião não está fechada e a Casa Branca também não confirmou.

Os Estados Unidos vão ao G20 escutar as propostas dos países da zona do euro sobre como potenciar o crescimento e estabilizar seu sistema bancário, destacou na mesma entrevista coletiva Michael Froman, assessor para Assuntos Econômicos Internacionais de Obama. No entanto, segundo Froman, ‘não será a palavra final sobre a zona do euro’.

Enquanto isso, a subsecretária de Assuntos Internacionais do Tesouro de EUA, Lael Brainard, reiterou que o acordo alcançado para a capitalização do sistema bancário espanhol foi importante, mas ressaltou que complexa situação política na Grécia ainda preocupa.

Sobre o conflito na Síria, um dos assuntos principais da conversa entre Obama e Putin em sua reunião bilateral, Rhodes lembrou que os dois países têm ‘diferenças substanciais’ sobre como solucionar a situação.

Os Estados Unidos seguem apostando em uma transição política que, segundo Rhodes, implica na saída do poder do presidente sírio, Bashar al Assad, algo que Rússia se mostrou reticente até o momento.

No entanto, Rhodes destacou que os esforços dos EUA para melhorar a relação com a Rússia deram ‘resultados muito positivos’ em questões como as sanções ao Irã e a cooperação para o desarmamento nuclear. EFE