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EUA apelam à Coreia do Norte para se abstenha de fazer provocações

A Casa Branca pediu nesta terça-feira à Coreia do Norte que se abstenha de qualquer novo ato de provocação, após informações, segundo as quais, Pyongyang poderá realizar um novo teste nuclear ou novos lançamentos de mísseis.

Pyongyang deve “se abster de realizar qualquer ação hostil ou de provocação, que não contribuem em nada para o avanço da paz na península coreana ou no noroeste da Ásia”, declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney.

Carney, que falou aos jornalistas a bordo do avião Air Force One que transportava o presidente Barack Obama a Carolina do Norte, preveniu na segunda-feira a Pyongyang que sua atitude belicosa não contribui para pôr fim a seu isolamento internacional nem para alimentar seu povo, depois das ameaças dirigidas contra Seul.

A Coreia do Norte advertiu na sexta-feira que lançará satélites “uns atrás dos outros”, ignorando mais uma vez as condenações da comunidade internacional depois do lançamento frustrado de um foguete, considerado um teste de míssil balístico.

Em um comunicado, o governo norte-coreano afirmou que concluiu a investigação das causas da desintegração do foguete Unha-3, que explodiu após dois minutos de voo.

“Os dados obtidos sobre o fracasso deste lançamento constituem uma garantia confiável para um êxito maior no futuro”, afirma a Comissão para a Tecnologia Espacial coreana.

“Os reacionários americanos e japoneses, assim como seus partidários, podem gritar o mais forte que desejarem, o grupo de ratos de Lee Myung-bak (o presidente sul-coreano) pode falar tudo o que quiser, os satélites da RPDC (República Popular Democrática da Coreia), destinados a objetivos pacíficos, serão enviados ao espaço uns atrás dos outros”, afirmou o texto.

A Coreia do Norte tentou, sem sucesso, em 13 de abril colocar em órbita um satélite com um lançador que os Estados Unidos e seus aliados consideram um míssil balístico camuflado. O foguete caiu no Mar Amarelo, a 165 km da costa sul-coreana.

O Conselho de Segurança da ONU decidiu reforçar as sanções contra Pyongyang.