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Estados Unidos cobram da China o fim dos ciberataques

Conselheiro da Casa Branca pediu seriedade nas investigações e destacou que as invasões podem prejudicar as relações econômicas entre os dois países

Os Estados Unidos cobraram nesta segunda-feira que as autoridades chinesas investiguem com seriedade os ataques de hackers oriundos do país asiático contra empresas americanas e coloquem um fim ao problema. Em uma crítica pública ao governo chinês, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Thomas Donilon, afirmou que a segurança na internet é uma preocupação crescente nas relações econômicas entre os EUA e a China e advertiu Pequim a reconhecer a gravidade da situação.

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“Cada vez mais, as empresas dos EUA estão manifestando suas sérias preocupações sobre roubos sofisticados de informações confidenciais de negócios e tecnologias através de invasões cibernéticas que emanam da China em uma escala sem precedentes”, disse Donilon em um discurso na Asia Society, em Nova York. “A comunidade internacional não pode tolerar tal atividade de qualquer país”, enfatizou.

Donilon frisou que os Estados Unidos esperam três atitudes da China diante das invasões: que reconheça o problema, que o investigue a fundo e, finalmente, que inicie um “diálogo construtivo” com Washington para estabelecer normas de conduta aceitáveis para o ciberespaço.

Espionagem – Nos últimos meses, grandes companhias de tecnologia e de comunicação dos Estados Unidos foram vítimas de uma série de tentativas de invasão. Uma deles, o jornal New York Times, acusou hackers ligados ao governo chinês de tentarem espionar a cobertura do periódico sobre Pequim. Em fevereiro a consultoria americana Mandiant, especializada em segurança na internet, apontou que os ciberataques partiam mesmo da China. Rapidamente, o Ministério de Defesa chinês rebateu a acusação, afirmando que a empresa americana baseou o seu relatório em dados incorretos.

(Com Estadão Conteúdo)