Em 9 dias, bombardeios matam 364 em Aleppo, na Síria

Número é do Observatório Sírio de Direitos Humanos

Ao menos 364 pessoas morreram em decorrência dos bombardeios aéreos à cidade de Aleppo, no norte da Síria, nos últimos nove dias, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos. Entre os mortos, há 105 crianças, 33 mulheres e 30 combatentes da oposição.

A ofensiva militar teve início no dia 15 de dezembro, quando uma frota de helicópteros do regime do ditador Bashar Assad sobrevoou a cidade e lançou barris com explosivos sobre os bairros de Ard al Hamra, Al Haidaria, Karam el-Beik, Al Sajur e Sheikh Said, entre outras. No dia 16, o número de mortos já chegava a 83, sendo 28 crianças.

O Centro de Mídia Aleppo, uma rede de ativistas que atua na Síria, afirmou que os ataques não têm precedentes. Gravações espalhadas por ativistas locais em redes sociais mostraram um incêndio em uma rua estreita, coberta de detritos e poeira após um ataque aéreo no distrito de Karam el-Beik. Outros vídeos mostram pessoas carregando os feridos em cobertores e tratores removendo detritos em um bairro destruído.

Leia mais:

Bombardeio em Aleppo deixa mais de 80 mortos

Atentados na Síria matam ao menos 16 pessoas

Síria destruiu instalações de produção de armas químicas, diz Opaq

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede em Londres, fez um apelo à comunidade internacional e à ONU para que atuem imediatamente para deter “as mortes indiscriminadas de civis”. E advertiu que, se não reagirem, serão “cúmplices nos massacres diários na Síria, especialmente em Aleppo e em seus arredores”.

A Coalizão Nacional Síria (CNFROS), principal aliança política opositora ao regime de Bashar Assad, ameaçou, na segunda-feira, não comparecer à conferência de paz de Genebra, prevista para 22 de janeiro, se continuarem os bombardeios do regime.

Segundo a ONU, mais de 100.000 pessoas morreram na Síria desde o início do conflito em março de 2011. Além disso, mais de 2,3 milhões de pessoas fugiram do país desde o início da guerra civil, de acordo com um relatório da Anistia Internacional.

(com agência EFE)